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O poder do voto e o protagonismo dos cidadãos brasileiros

Reta final da disputa presidencial reforça a necessidade de aprofundar o debate sobre economia, saúde, educação e segurança pública, com transparência sobre a viabilidade das promessas.

22/10/2026
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O Brasil chega à reta final em um dos ciclos eleitorais mais desafiadores desde a redemocratização. Em alguns dias, o eleitorado voltará às urnas para definir a presidência da República em uma disputa que exige, mais do que nunca, maturidade cívica, análise de dados e responsabilidade com o futuro do país.

A decisão que se aproxima não permite adesões ingênuas a retóricas eleitorais. Para isso, é necessário, portanto, que diante de uma eleição tão decisiva para o futuro do Brasil os espaços para aprofundar e discutir as propostas de governo sejam ampliados. O povo tem o direito e os candidatos o dever de dar transparência aos seus projetos.

Onde estão os grandes debates sobre educação, segurança pública, saúde, desenvolvimento econômico, responsabilidade fiscal e competitividade? Quais são os projetos capazes de oferecer ao Brasil uma perspectiva de futuro?

O momento de definir a liderança máxima do Poder Executivo exige que o cidadão tensione os discursos de campanha e questione a viabilidade concreta das propostas em jogo. Como as candidaturas prometem enfrentar os gargalos históricos do Brasil? Qual o compromisso real com a responsabilidade fiscal, o controle rigoroso dos gastos públicos e a governabilidade necessária para garantir a estabilidade do país?

Nesse processo, a responsabilidade das empresas e do setor produtivo também deve ser exercida. Os empresários e empreendedores, ao lado dos trabalhadores, vivenciam diariamente os desafios e o peso da carga tributária. Cabe ao empresariado, portanto, assumir um papel de liderança cívica, levando as dores, as urgências e as demandas do mercado ao debate público. As empresas precisam agir como pontes, articulando soluções e indicando os caminhos para o crescimento sustentável.

Participação cidadã deve ir além do voto, com fiscalização das ações do próximo governo e cobrança por responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e respeito ao dinheiro público.Fernando Frazão/Agência Brasil

Precisamos, ainda, do entendimento de que o destino do país não se delega apenas a um governante. É preciso ter clareza de que a transformação nacional não virá como um presente concedido pelo Palácio do Planalto. A estabilidade necessária para atrair investimentos de longo prazo, gerar empregos e garantir o crescimento sustentável depende da qualidade das escolhas que fazemos e da nossa capacidade de exigir governabilidade, eficiência administrativa e abertura ao diálogo entre os setores. Esse tem sido o compromisso do Grupo VOTO com o país: traduzir proposta, cobrar ação e legitimidade das instituições, respeito às competências constitucionais com transparência e segurança jurídica.

O protagonismo cidadão, portanto, não se encerra na apuração dos votos. Votar com consciência no segundo turno significa compreender que o mandato outorgado nas urnas precisará ser acompanhado e cobrado desde o primeiro dia de gestão. Exigir redução de tributos, simplificação de processos e respeito ao dinheiro do contribuinte é um dever de todos nós, cidadãos e corporações que fazem o Brasil acontecer.

O país justo e próspero que desejamos depende da nossa recusa em terceirizar o nosso próprio futuro. Neste segundo turno, exerça seu poder de escolha com discernimento e preparação, consciente de que a construção de um Brasil forte é um compromisso inadiável, contínuo e que pertence primordialmente à nossa sociedade.


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