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A expectativa é de que mais 80 delegados entreguem os cargos esta semana. Gesto é um protesto ao congelamento de salários. Foto: Reprodução/Receita Federal
As reações à decisão do governo de só autorizar no ano passado aumento para as carreiras ligadas à área policial continuam. Dando continuidade ao seu movimento, mais 80 delegados da Receita Federal do estado de São Paulo entregarão os cargos nesta quarta-feira (12), de acordo com informação do presidente do Sindifisco estadual, Paulo Oshiro. Já são mais de 1.300 cargos de chefia entregues desde o início da paralisação, iniciada em dezembro.
Paulo Oshiro afirma que esse número pode aumentar até o final do dia, depois de uma nova reunião entre os delegados de outras regiões prevista para hoje. "Temos um compromisso que nenhum outro auditor fiscal assumirá qualquer cargo, que tenha ficado disponível, em decorrência da nossa mobilização", diz o diretor.
Apesar de os delegados deixarem os postos, existe outro "cabo de guerra" por trás das exonerações, já que o governo resiste em publicá-las no Diário Oficial. Oshiro esclarece que caso as publicações pendentes não sejam resolvidas, a Justiça será acionada.
O impacto das paralisações já é sentido pelo governo com a suspensão de julgamentos pelo Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf), filas de caminhões nas fronteiras esperando inspeção e até possível aumento nos combustíveis devido à lentidão no abastecimento dos postos.
As negociações para o fim da greve seguem a passos lentos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, receberá Isac Falcão, presidente da Sindifisco Nacional, na quinta-feira (13). Na pauta, o corte no Orçamento da Receita Federal e a demora no cumprimento de um acordo assinado em 2016, pelo Governo com os Auditores Fiscais, que estabelece um bônus de eficiência para a categoria.
Por conta das reações no funcionalismo, Paulo Guedes tem defendido que o governo desista de qualquer reajuste este ano, desfazendo o compromisso que antes fizera com as carreiras policiais.