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Justiça federal acatou as denúncias contra Pedro Guimarães, acusado de cometer assédio sexual contra funcionárias quando presidiu a Caixa. Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou ao Ministério Público Federal (MPF) que Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), ameaçou tirar o banco da entidade para evitar adesão ao manifesto "a praça é dos três poderes", divulgado no início de setembro pedindo harmonia entre os Poderes da República.
Em parecer enviado ao MPF, a Febraban confirma que o presidente da CEF ameaçou, em contatos informais, retirar o banco do grupo caso a entidade mantivesse sua assinatura no manifesto.
"Por fim, cabe-nos esclarecer que, no processo preliminar de consulta aos membros do Conselho Diretor, o presidente da Caixa Econômica Federal, em contatos informais, antecipou a posição contrária da Instituição Financeira à adesão ao manifesto pela Febraban e informou que, caso ocorresse, haveria a desfiliação da Caixa Econômica Federal do quadro associativo da FEBRABAN, o que, no entanto, não restou formalizado junto a esta Federação", diz o parecer.
O documento foi publicado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e foi assinado por 247 entidades da sociedade civil. O texto gerou tensão entre integrantes do mundo econômico e do governo quando teve versão vazada por membros da Fiesp. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a comentar o assunto afirmando que o documento foi mudado para trazer críticas ao governo. Como forma de desagravo, os bancos públicos - Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil - ameaçaram deixar a federação.
A Procuradoria da República do Distrito Federal deu início a uma investigação para apurar suposto ato de improbidade administrativa cometido por Pedro Guimarães por "exercer pressão indevida contra empresários e lideranças"da Febraban e Fiesp.
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