Publicidade
Expandir publicidade
Investigações apuram suspeita de superfaturamento de R$130 milhões em contratos do Inep com gráficas que imprimiam provas do Enem de 2010 a 2018.
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quarta-feira (13) pedido de adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020. O pedido tinha sido feito na segunda (11) pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que argumentaram que a realização do exame antes do retorno às aulas presenciais gera prejuízo para milhares de alunos impedidos de estudar e se preparar para as provas em razão do isolamento social.
> Seguindo isolamento, Argentina tem poucas mortes e presidente bem avaliado
Para o relator do mandado de segurança, ministro Gurgel de Faria, a ausência de ato assinado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, inviabiliza a análise do pedido. As entidades apresentaram editais lançados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), responsável pela realização do exame.
Porém, o ministro considerou que os editais são atos do Inep, não do MEC. Segundo ele, compete ao STJ processar e julgar mandados de segurança impetrados contra atos do próprio tribunal, de ministros de Estado e dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Como não foi juntado ao mandado de segurança nenhum ato praticado pelo ministro da Educação, ele não analisou o pedido.
Em outra frente, deputados buscam para colocar em votação um dos projetos que suspende o calendário do exame. Segundo o deputado professor Israel Batista (PV-DF), já há assinaturas suficientes para tanto e o assunto está sendo debatido na tarde desta quarta-feira (13) em reunião de líderes da Câmara dos Deputados. Ouvidos os líderes, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deverá se posicionar sobre a questão.
Segundo os deputados, a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus aprofunda as desigualdades sociais entre as redes pública e privada. Em função da pandemia de covid-19, China, Estados Unidos e França já adiaram seus exames.