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Bolsonaro em pronunciamento nesta sexta-feira (24), após demissão de Sergio Moro. [fotografo] Carolina Antunes/PR [/fotografo]
Acompanhado de seus ministros e do vice-presidente, Hamilton Mourão, o presidente Jair Bolsonaro disse que Moro era “um ídolo” para ele e elogiou seu trabalho como juiz federal, mas se disse decepcionado e surpreso com o comportamento do agora ex-ministro. Segundo ele, Moro não o teria procurado para anunciar a saída do governo.
Ele também alegou que Moro não o queria na cadeira presidencial. “Moro tem compromisso consigo próprio e com seu ego, não com o Brasil”, acusou.
“Se ele quisesse independência, como eu tenho, ou autoridade, poderia ter vindo como candidato em 2018”, disse Bolsonaro fazendo referência a supostas pretensões políticas de Moro.
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Sobre a autonomia dada a Moro no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Bolsonaro ponderou que “autonomia não é sinônimo de soberania” e disse não abrir mão de seu poder de veto. Ele também reclamou da falta de reciprocidade de Moro no relacionamento entre eles.
“Eu sempre abri o coração para ele, eu já duvido se ele sempre abriu o coração para mim. Eu sempre disse aos meus ministros: a confiança tem que ter dupla mão. Eu também quero que o ministro confie em mim.”