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[fotografo] Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados [/fotografo]
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou como briga federativa a disputa em torno da matéria de auxílio a estados e municípios em meio a pandemia do novo coronavírus.
“Eu não vou entrar nesse jogo de números, nessa fake news da equipe econômica, usando os números para tentar enganar a sociedade e a imprensa”, disse Maia sobre números passados pelo Ministério da Economia para, segundo ele, desqualificar o projeto de socorro a estados aprovado pelos deputados.
A equipe econômica estaria projetando um impacto de R$ 285 milhões do projeto aprovado pela Câmara, considerando uma arrecadação nula. “Ou eles estão mentindo ou a crise é muito maior do que aquilo que nós estamos imaginando”, alfinetou Maia.
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Governo e Câmara travam uma queda de braço em torno da matéria de socorro a estados. Na terça (14), o governo anunciou um pacote de auxílio a estados e municípios que teria impacto reduzido, de R$ 77 milhões. Maia, no entanto, contestou os números e disse que o pacote inviabiliza quase todos os estados. Para ele, o impacto real da ajuda seria de R$ 22 bilhões.
Em alternativa aos dois projetos – o da Câmara e o do governo –, o Senado negocia com o Palácio do Planalto a votação de um texto de autoria do senador Antonio Anastasia (PSD-MG) que estabelece coordenação entre os entes federados no combate ao coronavírus. Na prática, a ideia garante ao Senado a palavra final sobre a iniciativa de socorro aos estados, pois qualquer mudança feita pela Câmara faria o texto retornar para análise dos senadores.
“Trocar o projeto vai ficar um impasse. Os deputados podem ficar sem vontade de votar o do Senado e os senadores sem votar o dos deputados”, avaliou Maia. Ele defendeu que haja diálogo entre deputados e senadores para que o texto tenha respaldo nas duas Casas e não haja conflito entre os parlamentares.
“O governo na verdade não queria dialogar, o que o governo queria era impor uma decisão, a do ministro da Economia, que não resolveria o problema dos estados e municípios”, criticou.
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