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Presidente do PSB, Carlos Siqueira, em reunião com presidentes estaduais do partido em 2019. [fotografo]Humberto Pradera/PSB[/fotografo]
A Executiva Nacional do PSB considera necessária a formação de uma “amplíssima” frente em defesa da democracia e contra o presidente Jair Bolsonaro. Em nota após reunião virtual na quinta-feira (11), o partido diz considerar que o governo age com “fundamentalismo de extrema-direita” inédito no mundo.
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“Esta tarefa é urgentíssima, porque não se pode dizer, infelizmente, que o presidente da República e seu grupamento ideológico estejam sendo mal sucedidos nos intento de impor sua plataforma política fundamentalista à sociedade civil. Além disso, estão melhor organizados neste momento do que as forças democráticas, e têm sob seu controle a máquina federal”, afirma o partido.
Para os socialistas, esta frente deve envolver toda a sociedade civil, como artistas, intelectuais, partidos políticos, governadores e prefeitos, sindicatos e confederações de trabalhadores, instâncias representativas democráticas das polícias, órgãos de imprensa, cientistas e autoridades de saúde. O partido se propôs a somar esforços com movimentos da sociedade civil que se opõem ao governo, como #Somos70%, #EstamosJuntos e #Basta.
O PSB afirma, ainda, que Bolsonaro busca implantar no país um regime autoritário, com uma estratégia que inclui a tentativa de armar a população civil e de envolver polícias e Forças Armadas; o desmonte da legislação e órgãos de controle ambiental; o descaso com a pandemia do coronavírus e o uso de fake news contra governos prejudicando o combate à doença; as limitações às políticas assistenciais e aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e os ataques sistemáticos à verdade e aos fatos pelas redes sociais.