Em visita a Florianópolis (SC), neste domingo (30), o presidente Lula declarou que o ódio da oposição contra o seu governo é por causa das realizações conquistadas nos últimos três anos e sete meses. "Que bom que as pessoas sintam tanto ódio, não apenas pelas coisas ruins, mas pelas coisas boas", afirmou o presidente-candidato.
Durante um evento sobre educação na capital catarinense, Lula fez questão de lembrar ao público as afirmações do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), que no ano passado afirmou: "Temos de acabar com essa raça... o presidente não gosta de trabalhar, é um preguiçoso...", referindo-se a Lula e aos petistas.
"Alguém disse uma vez que era preciso 'acabar com essa raça'. E essa raça éramos nós . Eu nunca vi um gesto de violência verbal e gratuita tão profundo. Quem disse essa frase quer ofender por ofender", disse Lula.
Em seu discurso, para cerca de 2,5 mil pessoas, o presidente também falou sobre o conflito no Oriente Médio, entre Israel e Líbano. "Nós temos um problema grave, numa demonstração de radicalismo e sectarismo. Precisamos, de uma vez por todas, acabar com essa guerra. Não podemos admitir que a irracionalidade fale no lugar da racionalidade".
"Nunca inocentamos culpados"
Lembrando que todos os membros do seu governo acusados de irregularidades foram afastados, Lula continuou "Nunca punimos inocentes. Mas nunca inocentamos culpados. Quem errou tem que ser punido".
Também ressaltou o papel do governo no escândalo dos seanguessugas: "Fomos nós que, através da Controladoria Geral da União, iniciamos as investigações. A própria CPI dos Sanguessugas está fazendo o seu trabalho a partir de um relatório produzido pelo governo federal. Quer dizer, estamos investigando todo o caso e fornecendo os elementos para que os culpados sejam punidos".
Reiterando que não admitirá nenhum tipo de impunidade, Lula observou ainda que, no caso dos sanguessugas, "mais de cem prefeitos do PSDB e do PFL" estão envolvidos. E ressaltou que "a Polícia Federal tem desmantelado quadrilhas que operavam desde a década de 90 e nunca haviam sido incomodadas por governos anteriores".
Ele prosseguiu: "Não podemos abaixar a cabeça. Nenhum dos nossos adversários tem autoridade moral para nos atacar. As falhas e os erros cometidos em governos anteriores são bem maiores. Eles não podem querer se comparar com o nosso governo na questão ética nem em nenhuma outra área".