Ficou para a próxima quinta-feira (23), às 10h, no Conselho de Ética, a votação do relatório do deputado Edmar Moreira (PFL-MG) que recomendou a absolvição do deputado José Mentor (PT-SP), acusado de ter recebido R$ 120 mil das contas do empresário Marcos Valério de Souza. Pediram vistas do parecer, os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Moroni Torgan (PFL-CE).
Moreira afirmou não haver provas suficientes que configurem a quebra de decoro parlamentar. Mas Júlio Delgado, de posse do depoimento de Mentor ao Conselho de Ética, já havia advertido que pediria vistas, para mostrar que a versão do acusado não é coerente com o voto do relator.
O relator considerou consistente a defesa de Mentor, que alega que o dinheiro seria para o pagamento de trabalhos advocatícios de seu escritório. Moreira não incluiu qualquer tipo de penalidade alternativa para o deputado. "Aqui não existe culpado ou meio culpado. Aqui existe culpado ou inocente", justificou.
Moreira tem se colocado contra a cassação dos parlamentares, ainda no conselho, em todos os últimos julgamentos. Manifestou-se nesse sentido ao se pronunciar sobre os casos dos deputados Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG) e João Paulo Cunha (PT-SP).
No início da reunião, o conselho aprovou requerimento que formaliza o pedido de urgência à presidência da Câmara para a votação de projetos que acabam com o voto secreto em Plenário nos casos de processo de perda de mandato.