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Na CPI dos Bingos, Cachoeira blinda governo

Congresso em Foco

10/8/2005 11:40

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O empresário de jogos eletrônicos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, inaugurou ontem os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos. Cachoeira é responsável por uma gravação, feita em 2002, em que o ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, é flagrado cobrando propina do empresário. Diniz foi exonerado do cargo no ano passado, após a divulgação da fita.

Diniz era o assessor mais próximo do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Apesar disso, Cachoeira afirmou em seu depoimento que o ex-assessor agia sozinho e sem o consentimento do governo. "Ele nunca falou em nome de José Dirceu. Eu nunca tive qualquer relacionamento com o ex-ministro, Por sinal, nunca falei com José Dirceu", afirmou o empresário.

Cachoeira afirmou que em todos os encontros, o ex-assessor cobrava propina, mas disse duvidar que o dinheiro fosse usado na campanha de candidatos do PT. "Em todas as conversas comigo, no final, era pedida propina. O Waldomiro dizia: 'quero 1% do contrato bruto'. Ele sempre pedia dinheiro para campanha. Hoje, tenho certeza de que esse dinheiro ficava com ele", disse.

Para o senador Leonel Pavan (PSDB-SC), o depoimento de Cachoeira foi uma clara tentativa de blindar o governo. "O depoimento dele faz uma blindagem do governo. Joga tudo para cima do Waldomiro. Quem vai dizer se o dinheiro chegava ou não às mãos do PT é o Waldomiro", afirmou o senador.

O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que vai solicitar uma acareação entre o empresário e o ex-assessor da Casa Civil. Antes disso, a comissão deve analisar documentos que possam denunciar irregularidades, para só então marcar a data do depoimento de Waldomiro.

CPI aprova quebra de sigilo de Waldomiro Diniz

A CPI aprovou, no fim da tarde de ontem, o requerimento apresentado pelos senadores Leonel Pavan (PSDB-SC) e Álvaro Dias (PSDB-PR), que pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz.

A CPI aprovou também convocação de José Vicente Brizola, ex-presidente da Lotergs (Loterias do Rio Grande do Sul). O depoimento está marcado para a próxima terça-feira, às 18 horas. Foi aprovado ainda o requerimento para que os procuradores da República que investigaram o "Caso Waldomiro" deponham na próxima quinta-feira, dia 21.


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