O presidente Lula afirmou hoje (14) em Brasília que se conseguir um segundo mandato cortará "gastos supérfluos" da administração pública, mas sem causar a contenção dos reajustes do funcionalismo público.
"Tudo o que for supérfluo vai ter que cortar, tudo o que a gente puder modernizar na máquina pública", declarou. Além disso, acrescentou: "o salário dos servidores será negociado com os representantes dos trabalhadores como sempre ocorreu".
No entanto, em entrevista coletiva concedida ontem (13), o coordenador-geral da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, disse que nos próximos quatro anos o governo fará um "corte gradual de gastos públicos" e afirmou que não seria mais necessário "dar pinotes" nos vencimentos dos servidores.
Depois da entrevista de Lula, Marco Aurélio divulgou nota negando que tenha defendido a contenção dos reajustes. (Renaro Cardozo)