O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, durante a assinatura do convênio do Ministério da Saúde para a retomada da construção do Hospital Geral de Queimados, na Baixada Fluminense, que será alvo de críticas porque 2006 é "ano de colheita".
"Esse ano será de colheita muito grande e é por isso que de vez em quando algumas pessoas dizem que esse ato de Queimados é campanha eleitoral, que a inauguração é campanha eleitoral. Se eu não fizer será campanha eleitoral para eles", afirmou Lula.
Um dia após a pesquisa de intenção de voto tê-lo colocado à frente dos demais concorrentes, em sete simulações, Lula negou estar fazendo campanha eleitoral.
O presidente afirmou ainda que os críticos de sua participação em eventos públicos como o de hoje são os mesmos que deixaram o esqueleto da construção do Hospital Geral, abandonado há 13 anos. "A mesma gente que deixou esse esqueleto abandonado não gosta que estejamos aqui", disse ele.
Participaram da cerimônia os 11 prefeitos da Baixada Fluminense. O prefeito de Queimados, Carlos Rogério dos Santos (PL), afirmou que pela primeira vez na história um presidente atendeu um prefeito quatro vezes no ano. "Tenho certeza que muitas elites não querem que o senhor volte. Eu faço um apelo: não ceda", disse ele.