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Ao STF, Omar diz que barrar oitiva de governadores pode inviabilizar CPI

3/6/2021
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O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), é acusado de não ter tomado nenhuma dose da vacina contra a doença. [fotografo] Leopoldo Silva/Agência Senado[/fotografo]
O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), pediu que a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) permita a convocação de governadores pela comissão. Na resposta enviada à relatora da ação protocolada por chefes dos executivos estaduais, o parlamentar afirma que a Constituição prevê a tomada de "depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais" por comissões parlamentares de inquérito. Caso a ministra proíba o depoimento dos governadores, diz o presidente da comissão, os trabalhos podem ser inviabilizados. "Há perigo de demora inverso, uma vez que o deferimento de medida cautelar que suspenda a convocação dos governadores de estado e do Distrito Federal vai paralisar e inviabilizar o cumprimento de parte do objeto da CPI da Pandemia, consubstanciado na apuração de possíveis irregularidades na aplicação de recursos federais destinados às ações de prevenção e combate ao coronavírus, causando graves prejuízos à elucidação dos fatos investigados e à construção de soluções legislativas que possam evitar futuras tragédia como a atualmente experimentada pelo Brasil com a pandemia da Covid-19", afirma. >> Leia a íntegra do ofício ao STF Omar argumenta que a convocação não fere o pacto federativo ou a separação dos poderes, visto que a CPI tem em seu objeto determinado apenas a apuração de eventuais desvios no repasse de recursos federais aos estados e municípios. O colegiado, reitera o senador, não pode nem irá investigar governadores ou prefeitos, tampouco o uso de verbas estaduais e municipais. "Ao, arbitrariamente reduzir o objeto da investigação parlamentar, definido a partir de requerimentos de instalação de CPI subscritos por um número significativos de senadores(as), estar-se-á a invadir esfera de competência típica do Poder Legislativo, em flagrante violação ao princípio da separação de poderes", pondera o senador. A ação foi protocolada pelos governadores de:
  1. Distrito Federal;
  2. Alagoas;
  3. Amazonas;
  4. Amapá;
  5. Bahia;
  6. Espírito Santo;
  7. Goiás;
  8. Maranhão;
  9. Pará;
  10. Pernambuco;
  11. Piauí;
  12. Rio de Janeiro;
  13. Rio Grande do Sul;
  14. Rondônia;
  15. Santa Catarina;
  16. São Paulo;
  17. Sergipe;
  18. Tocantins.
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