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[fotografo] Rosinei Coutinho/SCO/STF[/fotografo]
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello votou pelo depoimento presencial do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga tentativa de interferência na Polícia Federal. “O presidente, na condição de investigado, não dispõe de qualquer das prerrogativas próprias de quem se figure como testemunha ou vítima”, disse Celso de Mello, que é o relator do inquérito. Segundo ele, deve-se proceder ao procedimento normal de interrogatório.
Leia a íntegra do voto de Celso de Mello
Foi a última sessão no Supremo do ministro Celso de Mello, que completa 75 anos em 1º de novembro e se aposenta na terça-feira (13). Após seu voto, que durou cerca de uma hora e meia, o presidente da Corte, Luiz Fux, encerrou a sessão desta quinta-feira (8). A próxima sessão da Corte está agendada para quarta-feira (14), porém Fux não anunciou se a continuidade do julgamento ocorrerá naquela data. De todo modo, a decisão final será tomada sem o relator.
“Essa sessão de hoje ela deve se findar com a sua última palavra”, disse Fux ao encerrar a sessão. O presidente disse que o decano “será sempre um farol” para os integrantes do tribunal e construiu grandes pontes em sua trajetória. “Um grande homem é sempre uma ponte, não um fim”, disse.