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Marcos Pereira, Arthur Lira e Gilberto Kassab: sinais negativos de Republicanos, PP e PSD para o governo Lula. Fotos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados, Bruno Spada/Câmara dos Deputados e Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Arthur Lira (PP-AL) foi o terceiro líder de um dos partidos da base do governo a fazer uma crítica pública à gestão Lula e a colocar em questão um eventual apoio à reeleição do presidente em 2026 -- em três dias. O presidente da Câmara, em entrevista ao jornal Valor Econômico, declarou que o governo "não está em ordem" e que, em 2026, "ninguém vai embarcar num navio que vai naufragar, sabendo que vai naufragar".
A declaração de Lira se encaixa em uma sequência de críticas vindas de nomes importantes e articuladores de partidos da base:
- O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou na quarta-feira (29) que o presidente Lula, "se fosse hoje, perderia a eleição" e que a queda da aprovação do governo no Nordeste é "indicativo muito grande de que o PT, se fosse hoje, entraria na campanha não na condição de favorito, na condição de derrotado”. Também disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é "fraco" e "não consegue se impor no governo".
- O deputado Marcos Pereira, presidente do Republicanos, disse que o governo está "um pouco sem rumo" e que "falta entrosamento interno" em entrevista publicada na quinta-feira (30). Também afirmou que a tendência do partido é apoiar algum candidato de centro-direita nas eleições presidenciais de 2026.
- Por fim, nesta sexta-feira (31), o Valor publicou a entrevista com Arthur Lira, presidente da Câmara e filiado ao PP, dizendo que "o apoio eleitoral depende de economia e de possibilidades. De novo: ninguém vai embarcar num navio que vai naufragar, sabendo que vai naufragar". Lira também diz que Lula precisa "conversar mais com a base dele".