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Fraude no INSS "enojou o país", diz Haddad

Ministro da Fazenda pede punição aos envolvidos nas fraudes e afirma que aposentadoria foi usada de forma "indigna" por organizações criminosas.

12/5/2025
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou nesta segunda (12) seu repúdio às fraudes envolvendo descontos não autorizados sobre aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) . Ele defendeu punição exemplar aos responsáveis e o ressarcimento das vítimas, destacando que o escândalo "enojou o país inteiro".

"É um escândalo mesmo. Uma pessoa usar, o que tem de mais sagrado é a pessoa trabalhar a vida inteira e depois conseguir a sua aposentadoria, a sua pensão dignamente, uma pessoa focar esse público para levar vantagem, quer dizer, a partir de um crime, é uma coisa indigna num grau, realmente acho que enojou o país inteiro", afirmou em entrevista ao Uol.

Haddad elogiou a atuação da CGU na investigação da fraude. Marcelo Camargo/Agência Brasil

A operação revelou descontos não autorizados em benefícios previdenciários, feitos por meio de convênios entre o INSS e entidades sindicais. Estima-se que R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados entre 2019 e 2024. A fraude levou à demissão do ministro da Previdência, Carlos Lupi, e do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Haddad elogiou a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU). "A CGU, que foi quem descobriu a fraude, e o ministro Vinícius é um craque, é uma pessoa que tem alta patente de conhecimento técnico", disse.

O ministro destacou que as instituições já bloquearam parte dos recursos das associações investigadas. Ele afirmou que o governo precisa calcular o prejuízo exato e comparar com o valor bloqueado para ressarcir as vítimas. "A determinação do presidente é muito clara. A punição é exemplar dos responsáveis e o ressarcimento das pessoas lesadas."

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