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Bolsonaro diz que discutiu estado de sítio porque TSE "fechou a porta"

Ex-presidente disse que seu partido não poderia recorrer à Justiça eleitoral porque seria penalizado por Alexandre de Moraes. Com isso, teria se voltado para outras opções dentro das quatro linhas.

14/5/2025
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O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14) que começou a discussão sobre estado de sítio com comandantes militares por causa de decisões desfavoráveis do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Bolsonaro, uma multa imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao PL, partido do ex-presidente, mostrou que a corte eleitoral "fechou a porta".

A declaração foi feita em entrevista aos jornalistas Carla Araújo e Josias de Sousa ao portal Uol. O ex-presidente sustenta que não poderia entrar com recurso contra a multa, ou correria o risco de receber uma penalidade maior.

O ex-presidente Jair Bolsonaro sustenta que discussão sobre estado de sítio veio porque o TSE o deixou sem opções.Gabriela Biló/Folhapress

"Não podia recorrer da decisão do Alexandre de Moraes da multa de R$ 22 milhões", afirmou Bolsonaro. "Eu não tinha mais alternativa".

Na época, Moraes havia aplicado a multa de R$ 22,9 milhões à coligação de Bolsonaro nas eleições após o PL entrar com um recurso contra o resultado das eleições de 2022, quando Bolsonaro foi derrotado pelo atual presidente Lula. O ministro, que também era presidente do TSE, considerou que o partido incorreu em litigância de má fé.

Segundo Bolsonaro, o risco de uma nova multa o impedia de recorrer novamente à corte e, por isso, ele começou a discutir outras opções "dentro das quatro linhas da Constituição", onde, segundo ele, se inclui a possibilidade de estado de sítio e de estado de defesa.

Bolsonaro diz ainda que a conversa foi com os comandantes militares porque ele próprio também é militar, e pessoas ligadas às Forças Armadas que são do seu "círculo de amizade".

O ex-presidente, hoje, é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente liderar um esquema de tentativa de golpe de Estado que o mantivesse no poder após perder as eleições. O relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR) indica que Bolsonaro teria mostrado aos comandantes das Forças Armadas um documento, a chamada "minuta do golpe", com os instrumentos que possibilitariam o golpe. Bolsonaro nega.

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