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Hugo Motta prevê reação "muito ruim" do Congresso a compensação do IOF

Presidente da Câmara criticou medidas para substituir alta do IOF e cobrou corte de gastos do governo.

11/6/2025
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quarta (11) que o novo pacote fiscal do governo deve enfrentar uma reação "muito ruim" no Congresso e no setor empresarial. As medidas, que substituem o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), foram acertadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e devem ser enviadas ainda nesta semana em uma medida provisória.

O presidente da Câmara, Hugo Motta.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Depois, da rede social X, Hugo reiterou que o Congresso reagirá com "resistência" a medidas que busquem aumento de arrecadação sem que a discussão entre no assunto do corte de gastos.

O pacote

O aumento do IOF foi um ponto de tensão entre o governo e o Congresso nas últimas semanas. Depois do anúncio da medida pelo Ministério da Fazenda para equilibrar as contas do governo no ano de 2025, líderes e parlamentares vêm insistindo que nenhum aumento de imposto será bem recebido no Legislativo. O presidente da Câmara, em particular, vem insistindo em um debate de medidas "estruturantes", que deem sustentabilidade às contas públicas em médio e longo prazo pela diminuição dos gastos obrigatórios do governo.

O assunto foi tratado em reunião entre o ministro da Fazenda e líderes do Congresso no último domingo (8). Na saída da reunião, Haddad anunciou uma série de medidas para uma "calibragem" da arrecadação, compensando a retirada do decreto do IOF:

  • fim da isenção de Imposto de Renda para títulos de renda fixa como LCI e LCA, com alíquota de 5%;
  • aumento da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%;
  • corte de 10% nos gastos tributários;
  • revisão do risco sacado, que afeta pequenas empresas;
  • unificação das alíquotas da CSLL sobre instituições financeiras.

A fala de Motta mostra que um caminho difícil para o pacote fiscal no Congresso, pelo menos sem a apresentação de contrapartidas para o corte de gastos. Ele cobrou que o governo "faça o dever de casa" e disse que a simples elevação da carga tributária "não será bem-aceita".

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