O tenente-coronel Mauro Cid presta novo depoimento ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (14), no âmbito de ações penais sobre três núcleos da tentativa de golpe em 2022. Réu em um dos processos, ele firmou delação premiada com a Polícia Federal.
O depoimento de Cid é considerado estratégico para esclarecer a atuação de 23 acusados. Ele já confirmou que Bolsonaro leu e alterou a minuta do golpe, pressionou o ministro da Defesa sobre relatório das urnas e se omitiu sobre os acampamentos golpistas.
Interlocução com Braga Netto e "kids pretos"
Cid relatou ter recebido dinheiro do general Braga Netto em uma caixa de vinho e repassado os valores a militar suspeito de planejar a morte de autoridades. Também disse que Moraes foi monitorado a pedido do grupo radical conhecido como "kids pretos".
Outros pontos do depoimento
Cid já confirmou a veracidade da denúncia da PGR. Segundo ele:
- Bolsonaro buscava encontrar fraude nas urnas;
- O plano golpista previa prisão de autoridades, inclusive Moraes;
- A omissão sobre os acampamentos favoreceu os atos de 8 de janeiro.