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PEC para custear piso da enfermagem com o orçamento secreto é apresentada

O texto apresentado deve assegurar, em 2023, R$ 10 bilhões para custear o piso da enfermagem nos estados e municípios.

23/9/2022
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O líder da minoria no Senado Federal, Jean Paul Prates (PT-RN), reuniu as assinaturas necessárias para a PEC que realoca os recursos das emendas de relator para custear o piso da enfermagem. Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O líder da minoria no Senado Federal, Jean Paul Prates (PT-RN), reuniu as assinaturas necessárias para a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que realoca os recursos das emendas de relator (RP 9) para custear o piso da enfermagem. Conhecidas como “orçamento secreto”, as emendas de relator contemplam aproximadamente R$ 10 bilhões para investir na área de saúde, mas sem uma destinação específica. O texto apresentado nesta sexta-feira (23) determina que, no ano de 2023, todo o valor alocado pelo orçamento para as emendas RP9 na saúde seja utilizado para assegurar o cumprimento do piso da enfermagem nos municípios, nos estados e no Distrito Federal. A proposta foi uma iniciativa da bancada do PT no Senado e contou com apoio de parlamentares de vários partidos. Jean Paul já havia levantado adiantado que apresentaria a PEC na reunião dos líderes realizada no início da semana. "A PEC não tem impacto fiscal, tratando apenas de direcionamento de recursos no orçamento para a implementação do piso. Defendemos que esses recursos serão empregados de forma mais eficiente, eficaz e justa se forem concentrados na valorização dos profissionais da Saúde, que é uma demanda que todos concordam", explica Jean Paul.

Piso suspenso

O piso salarial da enfermagem foi sancionado em agosto por meio da Lei 14.434/22. A lei prevê o salário de R$ 4.750 por mês para os enfermeiros; 75% desse valor (R$ 3.325) para técnicos de enfermagem; e 50% (R$ 2.375) para os auxiliares e parteiras. A lei está suspensa por 60 dias, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte atendeu a uma ação da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), que afirmou que a manutenção da lei sem a previsão da origem dos recursos traria riscos de demissões e consequentemente piora na qualidade dos serviços de saúde. O Congresso Nacional atua para apresentar ao STF os recursos necessários para custear ao piso. Uma das soluções mais imediatas é o PLP 44/22, de autoria do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que autoriza estados e municípios a remanejarem recursos parados em fundos de saúde. Se aprovado, o projeto deve liberar cerca de R$ 7 bilhões para os cofres públicos. O projeto deverá ser votado no plenário já na semana que vem. O relator será o senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator-geral do Orçamento de 2023. Signatários da PEC: 1.Senador Jean Paul Prates (PT-RN) 2.Senador Fabiano Contarato (PT-ES) 3.Senador Humberto Costa (PT-PE) 4.Senador Paulo Paim (PT-RS) 5.Senador Paulo Rocha (PT-PA) 6.Senadora Zenaide Maia (Pros-RN) 7. Senadora Soraya Thronicke (União-MS) 8.Senador Rogério Carvalho (PT-SE) 9. Senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) 10. Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) 11. Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) 12.Senador Plínio Valério (PSDB-AM) 13 Senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) 14.Senador José Serra (PSDB-SP) 15 Senador Jaques Wagner (PT-BA) 16. Senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) 17. Senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) 18. Senador Omar Aziz (PSD-AM) 19. Senadora Leila Barros (PDT-DF) 20.Senador Izalci Lucas (PSDB-DF) 21.Senador Alexandre Silveira (PSD-MG) 22.Senadora Nilda Gondim (MDB-PB) 23.Senador Chico Rodrigues (União-RR) 24.Senador Alvaro Dias (Podemos-PR) 25.Senador Dário Berger (PSB-SC) 26.Senador Reguffe (Sem Partido-DF) 27.Senador Eduardo Girão (Podemos-CE)
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