A música move o Brasil
Quantas atividades no país conseguem gerar impacto direto na vida de mais de 345 mil pessoas? Esse é o poder da música como motor econômico. Muito além do palco, a música movimenta uma cadeia que inclui compositores, intérpretes, músicos, produtores, técnicos, editoras, associações, eventos e empresas em todo o Brasil.
No centro dessa engrenagem está o direito autoral de execução pública — o reconhecimento e a remuneração de quem cria a música que embala festas, eventos, shows, transmissões e estabelecimentos comerciais. É um direito garantido por lei e essencial para sustentar uma das indústrias mais democráticas e acessíveis do Brasil: a economia criativa.
A música está em todos os lugares. Não só nos shows e eventos, promovidos por todo o Brasil. Ela está por trás de uma compra, de um pedido de um jantar, do atendimento de um salão de beleza, da energia que movimenta as academias. A música embala emoções e influencia silenciosamente o comportamento dos clientes.
Estudos de hábitos do consumidor mostram que ambientes sonorizados de forma adequada aumentam o tempo de permanência nos estabelecimentos, estimulam o consumo e reforçam a identidade da marca. A música certa fideliza, acolhe e transforma um espaço qualquer em uma experiência memorável.
Esse impacto, embora intangível, é muito concreto no caixa: restaurantes mais cheios, lojas com maior giro, academias com retenção de alunos, eventos com mais engajamento. E quando os negócios prosperam, todo o ecossistema se beneficia, inclusive o governo e as prefeituras, que arrecadam mais impostos e impulsionam a economia local.
A função do Ecad
O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é a entidade privada sem fins lucrativos que faz a gestão dos direitos autorais de execução pública no país, juntamente das associações de música. Por meio da arrecadação e distribuição, ele assegura que compositores e artistas recebam de forma justa pela utilização de suas obras, impulsionando o setor e garantindo a continuidade da produção cultural brasileira.
Os números falam por si:
- Em 2024, mais de R$ 1,4 bilhão foram distribuídos em direitos autorais.
- Mais de 345 mil titulares de música (compositores, intérpretes, músicos entre outros) já foram beneficiados.
- O setor da música contribui diretamente para o crescimento da economia criativa, que representa cerca de 3,11% do PIB brasileiro.
E o seu papel nesse cenário?
No entanto, para que esse impacto seja ampliado, é fundamental que o poder público atue como exemplo e como parceiro no cumprimento da lei. Governos estaduais e municipais, que são grandes promotores de eventos, precisam estar regularizados e conscientes da importância do pagamento dos direitos autorais. Quando a música toca e o pagamento não acontece, o prejuízo recai diretamente sobre quem cria.
Além disso, congressistas e demais representantes públicos têm um papel estratégico:
- Apoiar a legislação vigente e iniciativas que fortaleçam a proteção ao direito autoral.
- Contribuir para o combate à inadimplência em eventos públicos e privados.
- Valorizar a cultura e os profissionais da música como parte essencial do desenvolvimento social e econômico.
Quando a música é respeitada, toda a cadeia cresce: empregos são mantidos, talentos são incentivados e o Brasil segue como potência criativa.
O Ecad está à disposição para dialogar com parlamentares, esclarecer dúvidas e apresentar dados sobre a gestão coletiva de direitos autorais no Brasil. Informação correta resulta em legislações mais justas, que valorizam quem faz a música acontecer.
Acesse www.ecad.org.br e saiba mais.
Direito autoral é mais que lei. É questão de justiça, de desenvolvimento e de respeito a quem faz a trilha sonora da nossa história.