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PF pede permissão a Moraes para monitorar Bolsonaro dentro de casa

Polícia argumenta que presença interna evita exposição e incômodo à vizinhança.

26/8/2025
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A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para manter uma equipe de agentes no interior da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A proposta, segundo a força de segurança, é a única forma eficaz de fiscalização sem provocar desconforto aos vizinhos.

O reforço no monitoramento do ex-presidente já havia sido determinado por Moraes no mesmo dia. O ministro ordenou "monitoramento em tempo integral das medidas cautelares impostas a Jair Messias Bolsonaro, com destacamento de equipes para monitoramento em tempo real do endereço residencial do réu". O temor de fuga se deu após a apreensão de uma minuta de pedido de asilo à Argentina, citada no último inquérito da PF.

PF ressalta que, para o nível de monitoramento solicitado na decisão, vigilância presencial é indispensável.Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao receber a decisão, a PF informou que, para garantir a eficácia da medida sem adentrar a residência, seria necessário o uso de uma equipe externa ostensiva, capaz de inspecionar "todos os veículos que saíssem do condomínio" onde mora o ex-presidente. Isso violaria os termos da própria Procuradoria-Geral da República, que recomendou ações que "não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadoras de suas relações de vizinhança".

A alternativa apontada é o destacamento de agentes dentro da casa. "Como alternativa a essa medida, e maneira de garantir a efetividade da medida (...) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência", diz o ofício, que alega já haver precedentes.

A PF também alega que, para o nível de monitoramento solicitado por Moraes, a necessidade de vigilância in loco é indispensável, tendo em vista a margem o risco de falhas elétricas ou de sinal dos meios eletrônicos.

Veja a íntegra do ofício da PF.

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