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Maior operação da história, diz Lula sobre Carbono Oculto

Presidente afirma que ação contra o crime no setor de combustíveis é a maior já feita na história do país.

28/8/2025
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O presidente Lula classificou como a maior já realizada no Brasil a ofensiva contra o crime organizado deflagrada nesta quinta-feira (28). A Operação Carbono Oculto mirou um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e atingiu mais de 300 alvos em oito estados. Segundo a Receita Federal, o grupo movimentou R$ 140 bilhões de forma ilícita entre 2020 e 2024, utilizando fintechs, postos e fundos de investimento para lavar dinheiro obtido com fraudes no setor de combustíveis.

"A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui", declarou o presidente em nota. "Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia", acrescentou.

Esquema ligado ao PCC movimentou R$ 140 bilhões com uso de fintechs e fundos de investimento.Antonio Cruz/Agência Brasil

Lula acrescentou que o objetivo maior da operação é o de proteger consumidores e contribuintes. "Cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente", descreveu.

Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto foi a principal, junto a outras duas promovidas pelas forças de segurança federais, a desvendar um amplo esquema criminoso de importações fraudulentas de combustíveis, adulterações com metanol, uso de empresas laranjas e emissão de notas fiscais frias ao redor do país. Foram bloqueados R$ 1 bilhão em bens, entre eles um terminal portuário, seis fazendas, quatro usinas de álcool e uma casa de luxo em Trancoso, na Bahia.

O núcleo financeiro da organização era operado por fintechs que movimentaram R$ 46 bilhões no período. Uma delas funcionava como "banco paralelo" e recebeu mais de 10 mil depósitos em espécie em dois anos. A lavagem era completada por 40 fundos de investimento usados para ocultar patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.

Na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, 42 dos 350 alvos da operação atuavam como gestores de recursos, operadores de fintechs e corretoras.

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