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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
29/8/2025 18:54
Durante entrevista ao Metrópoles, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confirmou sua vontade de disputar a presidência da república no lugar de seu pai, Jair Bolsonaro, caso a inelegibilidade do ex-presidente se mantenha. Ele também citou a possibilidade de mudança de partido, e criticou a composição entre partidos de direita em torno de um projeto de candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
"Ele [Tarcísio] é uma pessoa de caráter íntegro, uma pessoa que não está metida em corrupção, um excelente gestor. Mas eu acredito que existe espaço para você tentar uma candidatura à direita. (...) Agora, se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato", disse o parlamentar.
Eduardo afirma que, em uma eventual eleição de Tarcísio, "fica difícil" haver participação da família Bolsonaro em seu futuro governo. Apesar de o governador ter nomeado diversos membros do grupo político do ex-presidente em sua gestão, nenhum foi por indicação direta. "Eu gostaria, eu tentei colocar o secretário de Cultura. O nome não foi aceito e foi colocado uma pessoa que já foi secretária de Cultura de governos anteriores, governo do PT, do Fernando Haddad", disse.
A escolha, segundo o deputado, contraria o que se espera de uma candidatura conservadora. "Vocês imaginem só, a gente vai votar num presidente, para ele ser um presidente para representar a direita e ele nomeia como ministro da cultura a pessoa que era ministro da cultura do governo Lula".
O congressista também comentou sobre a possibilidade de migração de Tarcísio do Republicanos ao PL, o que, segundo ele, inviabilizaria sua permanência na sigla. "Se o Tarcísio vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço. Eu estou no meu terceiro mandato, eu sei como é que a banda toca. Então, eu teria que ir para outro partido. (...) Eu não gostaria de sair do PL numa situação dessa, mas eu estou adiantando o meu ímpeto e a minha vontade", disse.
Composição
Tarcísio não é citado por acaso como presidenciável. Apesar de não ter se apresentado como candidato, seu nome é o preferido em seu próprio partido, o Republicanos, bem como no MDB, que possui planos de formalizar uma federação com a sigla do governador.
O governador chegou a comparecer em Brasília no último dia 19, onde dirigentes de todos os principais partidos de centro, direita e centro-direita, incluindo o PL, se reuniram na casa do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, para discutir a construção de um projeto comum para 2026. Também estiveram presentes os demais opositores ao governo Lula interessados em disputar ao Planalto, como os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Romeu Zema, de Minas Gerais.
Na entrevista, Eduardo Bolsonaro se opôs à ideia de aderir a uma eventual composição partidária em torno de um candidato. "Por que a gente tem que se compor antes disso? Não tem problema, vamos ao público, vamos ao escrutínio público e deixe que o povo escolha quem entender melhor. (...) Eu acho que estou num momento em que eu consigo representar as pautas da direita. Eu não comecei ontem nisso".
Apesar de negar que haja "problema" em uma candidatura de Tarcísio, mesmo que como seu concorrente, as redes sociais de Eduardo seguem por outro caminho. O parlamentar protagonizou dois momentos de fogo amigo, criticando a atuação do governador, em especial diante de sua tentativa de negociar com os Estados Unidos pela revogação das tarifas de importação. Jair Bolsonaro tentou colocar panos quentes na situação, mas as mensagens entre os dois no último relatório da Polícia Federal revelaram que a tensão se manteve.
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