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Advogado declara apoio a Moraes e diz que Braga Netto é inocente

José Luís Mendes de Oliveira Lima defendeu o relator e o STF e destacou a inocência do general, preso desde dezembro.

3/9/2025
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O advogado José Luís Mendes de Oliveira Lima, que defende o general da reserva e ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, usou sua sustentação oral para prestar solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF) e manifestar apoio direto ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Ele foi o primeiro, entre os advogados dos oito réus, a declarar apoio ao relator pelos ataques que tem sofrido.

"Em toda oportunidade que eu tiver como advogado e como cidadão, vou prestar solidariedade ao Supremo e aos seus integrantes pelos ataques que essa Corte vem recebendo", afirmou. Ele destacou que, mesmo ao divergir de decisões do relator, não compactua com as ofensas dirigidas a Moraes.

"Quero dizer textualmente que divergir de vossas excelências não significa em momento algum acolher os ataques que foram feitos. O ministro Alexandre de Moraes tem passado, presente e futuro nesta Corte e no Brasil", completou.

José Luis Mendes de Oliveira Lima é o advogado de Braga Netto.José Luis

Oliveira Lima afirmou que seu cliente, de 69 anos, dedicou 40 anos de serviços ao Exército brasileiro, sem qualquer mancha em sua carreira, e que não poderia ser condenado sem provas concretas.

"Walter Souza Braga Netto é inocente. E quem diz isso não é este advogado, são os autos, as provas, os interrogatórios e os inúmeros documentos juntados neste processo", declarou, emocionado.

O advogado ressaltou a gravidade do julgamento e o risco de uma eventual condenação: "Se a denúncia for aceita da forma como foi proposta, este homem provavelmente passará o resto da vida no cárcere", disse. O ex-ministro da Casa Civil e da Defesa está preso desde dezembro do ano passado, sob a acusação de obstruir as investigações.

Braga Netto é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o núcleo estratégico da articulação que buscava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. Segundo a denúncia, ele teria participado de reuniões e discussões sobre medidas de exceção ao lado de Jair Bolsonaro e outros aliados.

A defesa, no entanto, sustenta que não há provas que vinculem o ex-ministro a um plano golpista e que o processo deve ser analisado "à luz das evidências, e não do clima político externo ao julgamento".

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