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Relator da anistia não precisa encontrar com Bolsonaro, diz Flávio

Flávio Bolsonaro diz preferir que as tratativas não envolvam diretamente seu pai e nem o presidente Lula.

1/10/2025
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Após reunião com o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) para tratar do projeto de lei de anistia aos réus por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou não enxergar necessidade de envolvimento direto do ex-presidente nas tratativas. O parlamentar avalia que não incluir diretamente seu pai ou o presidente Lula nas negociações pode ser uma forma de "evitar contaminar" o debate.

"Eu já posso reportar ao presidente qual é a ideia dele, o que foi que eu conversei. (...) Então acho que não tem necessidade nem de procurar o Bolsonaro, nem de procurar o Lula, nem de procurar quem quer que seja para ele tomar a decisão com relação ao texto que ele vai apresentar no seu relatório", disse Flávio a jornalistas. O relator confirmou ter buscado o senador pois ele "poderia representar muito bem a família".

Divergência entre relator e grupo político de Bolsonaro sobre modelo de anistia segue como um dos principais entraves no projeto.Saulo Cruz/Agência Senado

A construção de um consenso junto a parlamentares da oposição, em especial próximos à família Bolsonaro, é um dos principais entraves na elaboração do relatório. Paulinho da Força defende uma versão com efeitos limitados, elaborada a partir de mudanças nas penas para os crimes contra o Estado de Direito. Esse caminho tende a ser insuficiente para assegurar a anulação da condenação de Jair Bolsonaro, e seu grupo político cobra uma anistia "ampla, geral e irrestrita".

Flávio Bolsonaro afirmou que ele e demais membros do PL seguirão buscando uma solução consensual com o relator. Caso não seja possível, a bancada não descarta a apresentação de um destaque que inclua a versão ampla no texto. "A gente, obviamente, vai usar os recursos regimentais que nós temos para fazer as emendas que a gente acha que possam trazer um texto que nos atenda, porque a dosimetria não nos atende", declarou.

Paulinho da Força se aproxima da conclusão da busca por apoio partidário ao seu relatório, havendo encontros previstos com as bancadas do PDT e do Novo. Ele também alega ter buscado contato com o Psol, não havendo resposta. Apesar de não ter chegado a acordo com o PT, o deputado planeja marcar uma reunião com o ex-ministro José Dirceu, na esperança de que ele possa convencer os demais membros da sigla.

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