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Pollon propõe excluir benefícios de presos por crimes contra a vida

Projeto também prevê punição a autoridades que agirem em desconformidade à medida.

5/10/2025
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O deputado Marcos Pollon (PL-MG) apresentou projeto de lei (4.751/2025) para excluir benefícios de condenados por crime doloso contra a vida que cumprem pena em regime fechado. A medida altera a Lei de Execução Penal (7.210/1984). Autoridades que atuarem em descordo com a medida serão responsabilizadas.

São citados, no texto, a saída temporária, a progressão de regime e o livramento condicional como exemplos de vantagens proibidas. A proposta retira a possibilidade de benefícios a presos por:

  • Crimes dolosos contra a vida;
  • Crimes hediondos ou equiparados;
  • Feminicídio;
  • Estupro de vulnerável.

"O feminicídio constitui uma das formas mais cruéis de violência", afirmou Pollon.Freepik

Autoridade da Justiça que, "de forma negligente, temerária ou em desacordo com a lei, conceder ou requerer benefícios vedados por esta Lei" sofrerá responsabilização administrativa, civil e criminal. A investigação deve ser realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Como explica o autor, "a proteção desse grupo hipervulnerável impõe resposta penal rigorosa e incompatível com concessões como saída temporária, progressão de regime ou livramento condicional". Para Pollon, a concessão de benefícios a presos por feminicídio é "um atentado ao pacto social de proteção à vida".

O parlamentar citou estudo do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o qual demonstra que "21,2% dos egressos retornam ao sistema prisional no primeiro ano, percentual que chega a 38,9% nos cinco anos subsequentes".

"Esses dados reforçam a necessidade de endurecimento da legislação, pois demonstram que o sistema atual não consegue impedir que uma parcela significativa dos condenados retorne à criminalidade, especialmente nos casos mais graves de reincidência em homicídios e feminicídios."

A matéria aguarda distribuição para comissões.

Leia a íntegra do projeto.

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