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Brasileiros detidos por Israel chegam ao Brasil

Luizianne Lins e outros 12 ativistas passaram seis dias presos após interceptação da Flotilha Global Sumud.

9/10/2025
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Os 13 brasileiros presos pela marinha israelense por embarcar na Flotilha Global Sumud chegaram nesta quinta-feira (9) no aeroporto de Guarulhos. Entre eles, estão duas parlamentares: a deputada federal Luizinne Lins (PT-CE) e a vereadora Mariana Conti. O grupo ficou preso por cinco dias, e estava na Jordânia desde segunda-feira, onde aguardavam o translado ao Brasil.

Ao desembarcar em Guarulhos, Luizianne Lins comemorou a adesão de Israel e do Hamas à primeira etapa do acordo de paz apresentado pelos Estados Unidos. "Para nós não teve melhor notícia do que saber que hoje há um cessar fogo momentâneo, é importante que se diga em Gaza, e a gente pede a toda a imprensa, a todos os jornalistas e jornalistas, homens e mulheres brasileiros, que deem continuidade a essa cobertura importante que é o fim do genocídio em Gaza", declarou.

Deputada comemorou o início das tratativas entre Israel e Hamas por um acordo de paz.Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress

A congressista reforçou que as dificuldades enfrentadas pelos ativistas a bordo da flotilha e depois na prisão "não chegam nem próximo ao que o povo palestino cotidianamente vem sofrendo". De acordo com ela, a mobilização mundial em defesa do fim do cerco israelense à Faixa de Gaza "não pode ter descontinuidade".

Prisão e soltura

O objetivo da Flotilha Global Sumud era transportar alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza, e também abrir um corredor humanitário para a retirada de civis pela via marítima. As cerca de 40 embarcações foram interceptadas pela marinha israelense no dia 1º, e os mais de 400 tripulantes, incluindo 14 brasileiros, foram enviados à penitenciária de Ketziot, no deserto de Negev.

O governo israelense chegou a oferecer aos presos um acordo de deportação acelerada, que previa o envio dos presos à Turquia. Apenas um brasileiro aceitou, com os demais alegando que os termos oferecidos eram abusivos. Na segunda-feira (6), Ministério das Relações Exteriores chegou a um acordo com Israel, que previa a soltura dos ativistas na fronteira com a Jordânia, onde foram recebidos por uma equipe consular que os transportou até a capital, Amã.

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