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Motta pauta urgência da proibição de cobranças por mala de mão em voos

Inclusão foi feita após anúncio da Gol, que seguiu política da Latam ao criar tarifa sem bagagem de cabine em voos internacionais.

16/10/2025
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O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quinta-feira (16) que vai pautar na próxima semana a urgência do projeto de lei 5041/2025, que proíbe companhias aéreas de cobrarem pela bagagem de mão em voos que operem no Brasil. A decisão foi tomada após a Gol lançar uma tarifa internacional que não inclui mala de cabine, repetindo a política adotada em 2024 pela Latam.

"Um recado às companhias aéreas que querem cobrar até pela mala de mão nas viagens. A Câmara não vai aceitar esse abuso", afirmou Motta. "O consumidor vem em primeiro lugar", completou.

Projeto de Da Vitória assegura transporte gratuito de mala e item pessoal em voos no Brasil.Freepik

O texto assegura aos passageiros o direito de embarcar com uma mala de mão e um item pessoal, como bolsa ou mochila, sem custo adicional. O projeto veta tarifas que limitem esse direito, desde que os volumes respeitem os limites definidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Na justificativa, o autor, deputado Da Vitória (PP-ES), defende que a cobrança adicional "representa um evidente retrocesso nas garantias do consumidor e impõe um ônus indevido ao usuário do transporte aéreo". Ele argumenta que a cobrança "fere os princípios da transparência e da boa-fé nas relações de consumo" e afeta "desproporcionalmente os passageiros de menor renda".

A proposta não altera os parâmetros técnicos da Anac, como peso e dimensões permitidos para as bagagens. A intenção, segundo o autor, é impedir que empresas tornem um "serviço essencial em produto opcional", promovendo insegurança jurídica e aumentando reclamações de passageiros.

O autor relembrou o que aconteceu em 2017, quando as principais companhias aéreas com operação no Brasil instituíram a cobrança da bagagem despachada com a promessa de que o valor seria descontado das passagens sem o serviço. "Na prática o que se percebeu foi o valor da passagem permanecer o mesmo ou até mesmo aumentar na maior parte dos trechos nacionais".

Confira a íntegra do projeto.

Veja a íntegra da fala de Hugo Motta:

Captura de tela.X/Reprodução
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