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CPMI pede condução coercitiva de ex-coordenador de pagamentos do INSS

Jucimar Fonseca voltou a faltar à oitiva, levando ao cancelamento da reunião desta segunda-feira (24).

24/11/2025
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta segunda-feira (24) que a comissão solicitou à Justiça a condução coercitiva de Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do instituto. Segundo o parlamentar, o colegiado aguarda apenas a autorização judicial para efetivar a medida.

Viana informou que a reunião marcada para esta segunda-feira foi cancelada depois de Jucimar apresentar um novo atestado médico, apesar de já ter passagens emitidas para comparecer à oitiva. Ele é alvo de 11 requerimentos de convocação.

A comissão deve realizar nova reunião na quinta-feira (27). Edilson Rodrigues/Agência Senado

Também estava previsto o depoimento de Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR Administração, Participação e Empreendimento S.A., mas ele obteve habeas corpus que o autorizou a não comparecer.

O presidente da CPMI afirmou que uma nova reunião foi agendada para quinta-feira (27), às 9h. "A CPMI segue trabalhando com rigor e seriedade para garantir que todos os responsáveis prestem os esclarecimentos necessários, respeitando o devido processo legal e a transparência que a investigação exige", declarou.

Viana anunciou o cancelamento da reunião por meio de nota nas redes sociais.Reprodução/X

Reiteração de ausência

Esta é a segunda vez que Jucimar apresenta atestado médico para justificar ausência, provocando o cancelamento de reuniões. Na semana passada, ele alegou não ter condições de participar da oitiva.

A justificativa não convenceu a comissão. A junta médica do Senado avaliou a documentação e concluiu que ele tem condições de depor. Com isso, parlamentares decidiram insistir na convocação do ex-coordenador.

Jucimar é considerado um dos principais alvos da CPMI. Ele ocupou um posto estratégico no INSS e, segundo investigadores, teria assinado a nota técnica que autorizou o desbloqueio em massa de descontos associativos, medida que, de acordo com parlamentares, "lubrificou a engrenagem" do esquema de desvio de benefícios.

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