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Ramagem nega estar foragido e chama pedido de prisão de "ilegal"

Condenado por tentativa de golpe, deputado afirma estar "em segurança" com a família nos EUA e critica prisão preventiva de Bolsonaro.

24/11/2025
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O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais no qual nega ser foragido da Justiça brasileira e afirma que sua prisão preventiva, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, é "manifestamente ilegal". O parlamentar, condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, diz estar nos Estados Unidos "em segurança", acompanhado da família.

No vídeo, Ramagem argumenta que não viajou para se esconder, mas para "trabalhar pelo Brasil" e porque, segundo ele, eventual pedido de extradição obrigaria o governo brasileiro a enviar aos EUA "a ação do golpe, nula do começo ao fim". Segundo ele, as autoridades norte-americanas reconheceriam supostas ilegalidades no processo.

"Para ser um foragido, você precisa de uma decisão judicial contra mim, que não tinha antes da minha chegada. E essa preventiva agora é manifestamente ilegal, mais uma das centenas que eu consigo demonstrar".

Ramagem afirma ainda que está amparado pela Constituição e pelo regimento da Câmara para seguir exercendo o mandato mesmo fora do país.

"Um parlamentar não pode ser preso por medida cautelar preventiva antes do trânsito em julgado, só depois da maioria dos votos da Câmara. Então estou regular, posso continuar minha atuação parlamentar, mesmo à distância, como vários fazem também."

A Polícia Federal, porém, sustenta que o deputado saiu do Brasil de forma clandestina no início de setembro, após viajar do Rio para o Norte do país e cruzar uma fronteira terrestre, possivelmente pela Venezuela ou pela Guiana Francesa, antes de embarcar para os EUA. Segundo a PF, ele está em Miami e fugiu enquanto ainda corria o prazo para apresentação dos últimos recursos no processo.

Críticas à prisão de Bolsonaro

No vídeo, Ramagem também reage à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada no sábado (22) a pedido da Polícia Federal. A decisão cita "fortes indícios" de que antigo chefe do Executivo planejava deixar o país com apoio de aliados e familiares, motivo pelo qual o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão.

O deputado classificou a medida como "absurda, sem fundamento e ilegal" e afirmou que a PF e o STF tentam "criminalizar manifestações públicas", incluindo a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro - apontada como um dos indícios da tentativa de fuga.

Ele criticou ainda os ministros do Supremo e afirmou que setores da direita precisam reagir. "Se eles prenderam ilegalmente nosso maior líder, é hora de manifestação, sim. Vigília, corrente pacífica. É hora de anistia ampla, geral e irrestrita."

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