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Motta: PNE será o maior marco entregue pela Câmara em 2025

Homenageado em evento da Frente Parlamentar da Educação, Motta diz que novo Plano Nacional de Educação, que será votado na próxima semana, tem metas mais realistas que o anterior.

3/12/2025
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE) será "o maior marco que a Câmara entregará ao Brasil em 2025". A fala ocorreu durante evento da Frente Parlamentar Mista da Educação, onde Motta foi homenageado pela bancada presidida pelo deputado Rafael Brito (MDB-AL).

A votação do relatório do PNE está prevista para a próxima terça-feira na comissão especial. O texto não precisa passar pelo Plenário e poderá ser enviado diretamente para o Senado.

O PNE é a lei que orienta, por uma década, as metas e prioridades da política educacional no país. Ele define obrigações para a União, os estados e os municípios, que devem ampliar o acesso à escola, melhorar a aprendizagem, valorizar os profissionais da educação, investir em infraestrutura, reduzir desigualdades e acompanhar os resultados.

"Não ficou só na retórica"

Em seu discurso, Motta retomou o compromisso assumido antes mesmo de assumir o comando da Câmara, de colocar a educação entre as prioridades. Ele afirmou que o Parlamento entregou resultados concretos, e não apenas discursos.

"Nós nos comprometemos antes mesmo de chegar à Presidência da Câmara que teríamos a educação como prioridade. E essa afirmação não ficou só numa retórica ou só em palavras."

Motta citou medidas aprovadas no plenário ao longo do ano, como o Sistema Nacional de Educação, o Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada, a carteira do professor, e a equiparação salarial entre docentes contratados e efetivos, além de avanços na merenda escolar e na valorização de profissionais.

Ao exaltar o PNE, Motta afirmou que o plano final que será votado é resultado de escuta ampla e busca de realismo.

"Queremos fechar o ano com chave de ouro, com a aprovação do PNE, que será, sem dúvida alguma, o maior marco desse ano que a Câmara dos Deputados entregará ao Brasil."

Ele ressaltou o trabalho da presidente da comissão, Tabata Amaral (PSB-SP), e do relator, Moses Rodrigues (União-CE), que percorreram os 27 estados para discutir o projeto.

Metas realistas

Motta também fez uma crítica ao PNE anterior e justificou a necessidade de um plano mais adaptado às desigualdades regionais.

"Há uma ideia de padronização do ensino quando, na verdade, nós não temos condições de igualdade de partida. É impossível padronizar aquilo que está muito diferente na origem."

O presidente da Câmara descreveu o plano anterior como um documento que falhou por estabelecer metas "irreais, impossíveis de serem cumpridas" e apontou que a nova versão considerou essa crítica na formulação.

"Muito se dizia que o último plano foi um desastre. E aí se procurava culpados: quem fez metas irreais ou quem não conseguiu cumpri-las? Esse cuidado agora foi fundamental."

Segundo ele, o texto que será votado oferece metas concretas para os próximos dez anos, com possibilidade real de execução por estados e municípios.

"Vamos entregar ao Senado uma proposta realista, com metas claras, onde o Brasil tem sim condições de perseguir e cumprir aquilo que estamos aprovando."

Motta disse sair do evento "com o coração cheio de gratidão", mas reforçou que a homenagem aumenta sua responsabilidade: "Essa homenagem aumenta ainda mais a minha responsabilidade de seguir trabalhando por uma educação de mais qualidade para o nosso país".

O novo PNE substituirá o que está atualmente em vigor (2014-2024), que teve sua vigência prorrogada até o fim deste ano.

Relatório do PNE: o que está em jogo

O relator Moses Rodrigues acolheu 48% das 4.450 emendas apresentadas ao texto original e aos substitutivos – cerca de 2.136 contribuições.

Além das 18 metas previstas pelo governo no PL 2.614/2024, ele incluiu uma 19ª meta sobre financiamento, propondo repasses para a educação:

  • 7,5% do PIB em até 7 anos
  • 10% do PIB ao final da década

As metas abrangem alfabetização, educação integral, infraestrutura escolar, conectividade, formação e valorização docente, ensino superior e adaptação climática.

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