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Coronel que denunciou Filipe Martins foi demitido por Bolsonaro

Ricardo Wagner Roquetti, integrante do MEC durante o governo Bolsonaro, alertou Alexandre de Moraes sobre violação judicial atribuída a Martins.

2/1/2026
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O militar da reserva da Aeronáutica, Ricardo Wagner Roquetti, que integrou a equipe do Ministério da Educação (MEC) nos primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, foi o autor da comunicação enviada ao ministro Alexandre de Moraes relatando um possível descumprimento de medida cautelar por parte do ex-assessor presidencial Filipe Martins. A informação desencadeou a decisão que levou à decretação da prisão preventiva do ex-integrante do Palácio do Planalto, na sexta-feira (2).

Em 2019, Roquetti ocupava o cargo de diretor de programa na Secretaria Executiva do MEC, durante a administração do então ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Sua passagem pela pasta, no entanto, foi marcada por conflitos internos e terminou com a exoneração, após disputas que caracterizaram o início da gestão Bolsonaro na área da Educação.

Ricardo Wagner Roquetti integrou o MEC no início do governo Bolsonaro. Reprodução/LinkedIN

Naquele período, o coronel era visto como um dos principais auxiliares do ministro e acabou envolvido em embates com servidores alinhados ao filósofo Olavo de Carvalho, que exercia influência sobre setores do governo. A crise no MEC ganhou contornos públicos e resultou em uma intervenção direta do presidente, que solicitou o afastamento de Roquetti em março daquele ano, evidenciando a disputa entre militares e seguidores do pensador pelo comando da pasta.

Anos depois, o nome de Roquetti voltou ao noticiário em um contexto distinto. Em 29 de dezembro passado, ele enviou um e-mail ao gabinete de Alexandre de Moraes informando que seu perfil no LinkedIn havia sido visualizado por Filipe Martins. À época, o ex-assessor cumpria prisão domiciliar e estava impedido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Na mensagem encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, Roquetti afirmou não manter qualquer vínculo com Martins e sustentou que a visualização poderia indicar violação de determinação judicial. Embora tenha solicitado confidencialidade quanto à sua identidade, o teor do e-mail foi anexado a um despacho do ministro, o que acabou tornando público o nome do remetente.

Após pedir esclarecimentos à defesa de Filipe Martins, Alexandre de Moraes decidiu pela decretação da prisão preventiva. O ex-assessor já havia sido condenado no processo relacionado à tentativa de ruptura institucional, mas ainda aguardava o encerramento das possibilidades de recurso.

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