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Expansão adquirida: dos 50 Estados americanos, 20 foram comprados

Pressão de Trump pela venda da Groenlândia repete padrão da expansão americana no século XIX, quando compras territoriais eram recorrentes.

19/1/2026
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Ainda antes de iniciar seu governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou uma fase inédita na história da diplomacia americana: a postura de 70 anos de liderança na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), maior aliança política e militar do mundo, foi substituída pela rivalidade, com pressão constante sobre a Dinamarca e demais países europeus pela venda ou entrega total da Groenlândia.

Apesar de há muito tempo abandonada pelos Estados Unidos, a aquisição de territórios por meio de compras foi uma das principais estratégias na história da expansão norte-americana. Dos seus 50 Estados, 20 foram total ou parcialmente adquiridos por meio de transações comerciais com antigas potências coloniais. Inclusive, uma das aquisições foi com a própria Dinamarca, antiga detentora do que hoje é o território das Ilhas Virgens Americanas.

Nem todas as aquisições americanas duraram para sempre: em 1898, os Estados Unidos adquiriram as Filipinas por US$ 20 milhões (corrigidos para US$ 704,6 milhões em valor atual), como parte do acordo de paz firmado com a Espanha após a guerra entre os dois países. O território se tornou independente em 1946. Também foi adquirido o território adjacente ao Canal do Panamá em 1903, devolvido ao país em 1979.

Confira os Estados americanos total ou parcialmente adquiridos por meio de compra:

Grandes compras

Dentre as diversas aquisições territoriais americanas, quatro resultaram em expansões significativas.

A primeira delas foi em 1803, com a compra da colônia francesa de Louisiana, com mais de dois milhões de quilômetros quadrados no valor de US$ 15 milhões (corrigidos para aproximadamente US$ 450 milhões). A aquisição incorporou total ou parcialmente 13 atuais Estados americanos.

Em 1819, aconteceu a segunda grande aquisição: os Estados Unidos compraram da Espanha as colônias da Flórida Oriental (atual Estado da Flórida) e Ocidental (litoral dos atuais Estados do Alabama e Mississipi). A compra abriu o acesso americano ao Mar do Caribe.

A terceira aquisição de grande porte foi de território mexicano: em 1849, os Estados Unidos incorporaram mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, hoje pertencentes aos Estados da Califórnia, Nevada, Utah e Arizona, além de partes do Colorado, Novo México, e Wyoming.

Em 1867, foi a vez da compra do maior Estado americano, o Alaska, com 591 mil quilômetros quadrados. Ele foi adquirido da Rússia por US$ 7,2 milhões, hoje equivalentes a US$ 157,6 milhões.

Compra dinamarquesa

A pressão de Trump pela Groenlândia não marca o primeiro episódio de interesse americano por um território dinamarquês. Em 1917, os Estados Unidos adquiriram a maior parte do arquipélago das Índias Ocidentais Dinamarquesas, hoje pertencentes às Ilhas Virgens Americanas.

A única ilha que ficou de fora da compra foi Water Island, pertencente à empresa dinamarquesa hoje chamada Santa Fe Group. A companhia vendeu a ilha em 1944.

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