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CPMI do INSS volta em 2026 com foco em fraudes nos benefícios

Comissão quer aprofundar investigação sobre descontos irregulares e discute prorrogação do prazo.

1/2/2026
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve retomar os trabalhos em 2026 com o objetivo de aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades em descontos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas.

A prioridade inicial será a análise de casos de empréstimos consignados supostamente contratados sem autorização dos beneficiários. Segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a expectativa é apresentar um relatório preliminar com base nas oitivas realizadas ao longo de 2025.

Carlos Viana quer prorrogar o prazo da CPMI do INSS, que tem encerramento previsto para 28 de março. Carlos Moura/Agência Senado

O prazo oficial de funcionamento da CPMI vai até 28 de março, mas Viana informou que está em articulação para prorrogar os trabalhos. Para isso, será necessário o apoio de, no mínimo, 171 deputados e 26 senadores.

"Estamos avançando na coleta de assinaturas para a prorrogação da CPMI porque os fatos investigados ainda exigem aprofundamento, responsabilidade e respostas claras à sociedade brasileira. Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas", afirmou o senador.

Foco no setor financeiro

Desde o início das investigações, a CPMI do INSS realizou 51 reuniões, analisou cerca de 4,8 mil documentos, determinou 43 quebras de sigilo e identificou 108 empresas suspeitas de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos associativos indevidos.

Na última reunião de 2025, Carlos Viana informou que as próximas oitivas serão concentradas em representantes de bancos, instituições financeiras e plataformas de pagamento.

Em publicação nas redes sociais, o senador reforçou o compromisso com a apuração. "Quero ser absolutamente claro: quem roubou o aposentado, o órfão e a viúva vai pagar e será exposto. A CPMI existe para isso, revelar os culpados, doa a quem doer, e garantir que a verdade venha à tona", declarou.

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