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IPCA sobe 0,33% em janeiro, puxado pela alta da gasolina

Combustíveis impulsionam inflação de janeiro, enquanto energia elétrica reduziu impacto no índice.

16/2/2026
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro apresentou uma elevação de 0,33%, mantendo-se no mesmo patamar de dezembro de 2025. A dinâmica inflacionária foi influenciada por movimentos opostos nos preços da gasolina, que registrou um aumento de 2,06%, e da energia elétrica residencial, que apresentou uma redução de 2,73%.

O grupo Transportes exerceu a maior influência sobre o índice de janeiro, com um impacto de 0,12 ponto percentual, impulsionado pelo aumento de 2,14% nos combustíveis, com destaque para a gasolina, cujo aumento de 2,06% representou o principal impacto individual no resultado do mês, contribuindo com 0,10 ponto percentual.

Reajustes tarifários elevaram o preço do ônibus urbano em janeiro. Karime Xavier/Folhapress

Em contrapartida, o grupo Habitação apresentou uma queda de 0,11% em janeiro, em decorrência da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, o que representou o maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,11 ponto percentual.

Conforme explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA:

"Na estrutura do IPCA a gasolina apresenta peso de 5,07% e a energia elétrica residencial de 4,16%, ou seja, são os subitens com as maiores participações nas despesas das famílias, na ótica do indicador. Dessa forma, variações nesses dois componentes da cesta de produtos apresentam impacto no cálculo final do índice. Na energia elétrica a queda veio, principalmente, por conta da mudança na bandeira tarifária de amarela (em dezembro) para verde (em janeiro). Na gasolina houve reajuste no ICMS a partir de 1º de janeiro, impactando o preço final para o consumidor."

No setor de Transportes, o ônibus urbano apresentou uma variação de 5,14% em janeiro, influenciado por reajustes tarifários em diversas capitais. Em contrapartida, os subitens transporte por aplicativo e passagem aérea apresentaram os principais impactos negativos, com quedas de 17,23% e 8,90%, respectivamente. O grupo Comunicação registrou a maior variação entre os grupos do IPCA, com 0,82%, impulsionado pela alta nos aparelhos telefônicos e reajustes em planos de telefonia e internet.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou uma desaceleração, com variação de 0,23% em janeiro. A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, influenciada pelas quedas do leite longa vida e do ovo de galinha. No lado das altas, destacaram-se o tomate e as carnes. A alimentação fora do domicílio também desacelerou em relação ao mês anterior.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou uma alta de 0,39% em janeiro. Os produtos alimentícios desaceleraram, enquanto os não alimentícios apresentaram uma variação maior. Rio Branco e Recife apresentaram as maiores e menores variações regionais, respectivamente.

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