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Janaína Paschoal diz a Jair Renan que há cinco nomes "melhores" que Flávio

Vereadora citou governadores, senadora e Michelle Bolsonaro. Ela afirma que a direita deveria buscar outra candidatura.

18/2/2026
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A vereadora de São Paulo Janaína Paschoal (PP) voltou a contestar publicamente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em troca de mensagens no X com o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Janaína listou cinco nomes que considera mais competitivos para representar a direita na eleição.

A interação começou quando o vereador de Balneário Camboriú (SC) questionou na rede social quem seria apoiado "se não apoia Bolsonaro". Janaína respondeu citando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), além da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

"Não faltam opções melhores que seu irmão", escreveu a vereadora.

Jair Renan agradeceu a resposta e afirmou: "Pelo menos a senhora tem coragem de se posicionar". Janaína, por sua vez, disse desejar "o bem da família" Bolsonaro, mas defendeu a construção de outra candidatura neste momento: "Acredito que deveríamos buscar aglutinar forças em outra candidatura".

Janaína Paschoal e Jair Renan trocaram mensagens pelo XReprodução/X

Críticas diretas a Flávio

As declarações ampliam uma série de críticas que Janaína vem fazendo à escolha de Flávio Bolsonaro como nome do grupo político do pai para disputar o Planalto em 2026.

No início de dezembro, Flávio confirmou que foi escolhido por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. Disse que não ficará de "braços cruzados" e que a democracia está "sucumbindo". Pesquisas recentes indicam que ele vem se consolidando como possível representante da direita contra o presidente Lula (PT).

Janaína, porém, avalia que a candidatura é frágil. Em publicações recentes, afirmou que o senador "não tem nenhuma chance de se eleger presidente" e que lideranças partidárias estariam se afastando do projeto.

"Reparem como líderes partidários estão se distanciando da candidatura de Flávio. Isso não está ocorrendo sem motivo. Essas pessoas sabem onde está e onde estará o poder", escreveu.

A vereadora também ironizou o que chamou de hereditariedade política. "Bolsonaro já teve a sua chance, infelizmente, deu no que deu. Não escolhemos a Monarquia", afirmou.

Em outro post, disse concordar com declaração do presidente Lula sobre o clima de radicalização eleitoral. "Sou obrigada a concordar com Lula: esta eleição será uma guerra! E nós estamos entrando com alguém que não tem nada a mostrar!", escreveu.

Reações do clã Bolsonaro

As críticas provocaram reação do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), irmão de Flávio. Sem citar Janaína inicialmente, ele afirmou nas redes sociais que há pessoas atuando "planejadamente" para enfraquecer indicações feitas por Jair Bolsonaro.

Em outra publicação, ironizou a vereadora.

O embate se soma a outros episódios recentes. Em janeiro, Janaína criticou Flávio por anunciar que uma eventual candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência estaria "descartada" após visita ao ex-presidente. A declaração gerou mal-estar e o governador paulista cancelou um encontro com Bolsonaro na ocasião, realizando a visita dias depois. "Quem é ele para decidir?", escreveu Janaína, chamando Flávio de "filhinho de papai" e defendendo que a direita deveria se unir para "enquadrá-lo".

Nomes em disputa

Entre os nomes citados por Janaína como alternativas, o cenário é diverso:

  • Tarcísio de Freitas já declarou que disputará a reeleição em São Paulo e que apoia a candidatura de Flávio.
  • Michelle Bolsonaro foi anunciada como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
  • Romeu Zema e Ronaldo Caiado são pré-candidatos ao Planalto.

O PSD, presidido por Gilberto Kassab, pretende anunciar seu candidato em abril. Além de Caiado, também são cotados pelo partido os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr (PR).

Nos últimos meses, Janaína também saiu em defesa de Michelle Bolsonaro em embates internos no PL, criticando o que classificou como tentativa de "calar" a ex-primeira-dama.

Coautora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual em 2018 com votação recorde. Durante o governo Bolsonaro, alternou momentos de apoio e crítica ao ex-presidente. Em 2022, disputou o Senado, mas não se elegeu. Dois anos depois, conquistou vaga na Câmara Municipal de São Paulo.

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