Durante audiência pública conjunta das comissões de Direitos Humanos e Educação do Senado nesta quinta-feira (26), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu políticas públicas voltadas à entrada de mulheres e meninas no meio científico.
A senadora criticou a imposição cultural de que mulheres devem "só se casar e ter filhos". Na avaliação de Damares, embora haja uma melhoria recente, ainda é necessário avançar no incentivo.
"Ainda somos uma nação em que nós, mulheres, temos apenas que casar e ter filhos. Ainda temos culturalmente algumas comunidades que defendem que nós, mulheres, temos só que casar e ter filhos. Foi difícil a gente romper isso.
E esse rompimento nos levou a lugares de poder, mas a gente ainda se sente exatamente minoria. Mais mulheres na ciência, mais meninas na ciência e políticas públicas incentivam mais meninas na ciência!"
A declaração de Damares ocorreu em meio à audiência pública sobre políticas públicas direcionadas às pessoas com altas habilidades e superdotação. Antes da senadora, a primeira expositora, Marjorie Nunes, afirmou que a condição quando identificada em mulheres se sobrepõe a padrões sociais que desencorajam o ingresso no campo científico.
Como citou a convidada, apenas 29% dos estudantes de ensino superior no Brasil em cursos de ciência, tecnologia, engenharias e matemática (STEM, em inglês) são mulheres. A porcentagem é inferior à média mundial, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que é de 35%. O levantamento é de 2024.
"No Brasil nós temos um percentual menor de meninas exatas do que a média mundial, que já é menor do que deveria, de acordo com a Unesco. Isso é uma questão que deve também ser de políticas de incentivo nessa área."