Em coletiva de imprensa convocada nesta segunda-feira (2) para tratar dos ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos contra o Irã, o presidente americano Donald Trump especificou os objetivos da ação militar que começou no último domingo. Segundo o chefe do governo americano, a operação mira os instrumentos de projeção de poder iraniana no exterior, com foco nos sistemas de mísseis e na produção de armas nucleares.
Em seu discurso, Trump criticou a postura de seus antecessores na condução de acordos para tratar do desenvolvimento nuclear iraniano. "Nós estamos garantindo com que o patrocinador numero um do terrorismo no mundo nunca obtenha uma arma nuclear. (...) Eles estavam no caminho para conseguir [armas nucleares] legitimamente por um acordo, que foi tolamente assinado pelo nosso país", declarou.
Confira sua fala:
O primeiro objetivo, segundo Trump, é eliminar a capacidade do Irã de operar, desenvolver e fabricar mísseis de longo alcance, principal arma utilizada nos confrontos com Israel. O segundo é eliminar a marinha iraniana. "Já incapacitamos 10 navios, estão no fundo do mar", relatou.
O terceiro é impedir o governo do Irã de dar continuidade ao programa de desenvolvimento de armas nucleares, e por fim, eliminar o patrocínio de forças militares e paramilitares em outros países do Oriente Médio, como o Hezbollah no Líbano, Houthis no Iêmen e o Hamas na Palestina. "Estamos garantindo com que o regime iraniano não consiga continuar armando, patrocinando e dirigindo exércitos terroristas fora de suas fronteiras", disse.
Conflito no Oriente Médio
Desde o último domingo (1º), a Marinha dos Estados Unidos, com auxílio de forças israelenses, deu início à onda de ataques contra 24 das 31 províncias do Irã, em operação iniciada dois dias após a última rodada de negociações para a interrupção do programa nuclear iraniano.
Entre os mortos ainda no primeiro dia de bombardeios estava o ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica, principal força militar do país, iniciou uma onda de ataques com mísseis contra bases militares americanas no Oriente Médio e contra Israel. Nesta segunda-feira, as hostilidades se proliferaram com novos confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano.
Segundo a Sociedade Crescente Vermelho, ao menos 555 pessoas morreram no Irã, além de nove americanos e dez israelenses.O Ministério da Saúde do Líbano também relatou a morte de 52 libaneses, com outros 154 feridos.
O Ministério das Relações Exteriores orientou a brasileiros que evitem viagens a 11 países afetados na região. São eles: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Jordânia, Israel, Líbano, Palestina e Síria.