Parlamentares da oposição elogiaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por manter a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os senadores também defenderam a prorrogação dos trabalhos da comissão, prevista para encerrar em 28 de março.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a decisão trouxe "alento" ao Congresso e elogiou a postura de Alcolumbre diante das pressões da base governista. Ele também saiu em defesa do presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
"Então eu quero elogiar a postura de vossa excelência, eu imagino a pressão que vossa excelência sofreu (...). O senador Carlos Viana foi desqualificado, foi atacado, foi insultado, mas se manteve sereno, a favor do Regimento, da Constituição e da sociedade brasileira. Parabéns pela postura."
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse que a decisão "engrandece" o Senado e afirmou que Alcolumbre agiu com coerência ao manter o resultado da votação. Ele também pediu a prorrogação da CPMI por, pelo menos, 60 dias.
"Eu venho aqui lhe cumprimentar por uma decisão firme, segura, que eleva essa Casa. O senhor está sendo coerente. Se tem uma coisa que está dando certo no Senado é essa CPMI do INSS. Há um pedido de prorrogação na sua mesa, e não vai dar tempo de concluir os trabalhos. Pelo menos por 60 dias."
Na mesma linha, o senador Jorge Seif(PL-SC) agradeceu ao presidente do Senado e reforçou o apelo pela continuidade da comissão.
"Eu quero agradecer ao senhor em nome de todos os brasileiros. O que o senhor fez foi respeitar a democracia. Aqui a gente perde, a gente ganha, porque tem voto. Nós não podemos interromper o trabalho da CPMI."
Por fim, o senador Sergio Moro (União-PR) fez um "registro elogioso" à condução do caso e defendeu o aprofundamento das investigações.
"Foi uma decisão absolutamente fundada em precedentes, na lei e no regimento. Nós temos que investigar a fundo o caso do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS. Vossa Excelência tratou o tema com a serenidade própria de um estadista."