O ator Dado Dolabella anunciou na quarta-feira (4) sua pré-candidatura a deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Rio de Janeiro. O comunicado foi feito por meio de um vídeo nas redes sociais, no qual o artista apresentou algumas das pautas que pretende defender.
Apesar do histórico de condenações por violência doméstica, Dolabella afirmou que uma de suas bandeiras será a defesa das mulheres e de pessoas que se consideram injustiçadas.
"Eu não estou entrando nisso por vaidade. Eu estou entrando porque vivi na pele o que é ser injustiçado. E quando você passa por isso, entende que não é sobre homem contra mulher, é sobre qualquer pessoa que se sente esmagada por um sistema que deveria proteger. A minha bandeira é clara: defender quem não tem voz, a dona de casa que ninguém conhece, o trabalhador que não tem mídia, o homem ou a mulher julgados e condenados antes mesmo de serem ouvidos".
O ator também afirmou que pretende atuar em pautas ligadas à proteção dos animais e ao meio ambiente e na segurança pública. "Eu acredito no fortalecimento das famílias, no combate firme à criminalidade e na melhoria das leis para que não sejam instrumentos de injustiça", acrescentou.
Dolabella ainda manifestou apoio à eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, afirmando que ele seria o nome mais alinhado às ideias que defende para o país.
Condenações
O ator acumula condenações por violência doméstica contra ex-companheiras. Um dos casos ocorreu em 2008, quando ele foi condenado por agressão contra a atriz Luana Piovani. Na ocasião, recebeu pena de dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, além do pagamento de indenização por lesão corporal à então namorada e a uma camareira que tentou intervir na briga.
No ano seguinte, a então esposa, Viviane Sarahyba, também o acusou de agressões físicas e verbais e obteve uma medida protetiva. Em 2018, Dolabella foi condenado a um ano e 15 dias de prisão em regime aberto no caso.
Mais recentemente, em 2025, ele foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto por agressões contra a prima e ex-namorada Marina Dolabella.
O ator também foi acusado no ano passado pela modelo e ex-namorada Marcela Tomaszewski de violência física e psicológica.