O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) decidiu neste sábado (7) rejeitar, por ampla maioria, a proposta de formar uma federação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da recusa, a sigla aprovou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
A proposta de adesão à Federação Brasil da Esperança (PT–PCdoB–PV) foi rejeitada por 76% dos votos, enquanto 24% dos integrantes do diretório votaram a favor.
Na mesma reunião, o Psol decidiu manter a federação partidária com a Rede Sustentabilidade. A decisão representa uma derrota para o grupo político do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que defendia a aproximação com o PT por meio da federação.
Também ficou definido que o partido não lançará candidatura própria à Presidência da República em 2026 e apoiará Lula já no primeiro turno. Segundo a resolução aprovada, o objetivo é evitar a divisão de votos no campo da esquerda e contribuir para "derrotar a extrema-direita".
"Em 2026, é preciso unir forças novamente para vencer o bolsonarismo e preservar o cordão sanitário que já estabelecemos contra as forças mais reacionárias do nosso país. As eleições deste ano não serão um passeio e a reeleição de Lula não está garantida, em um contexto de luta política, social e ideológica de alta intensidade", afirma o texto.
Nas redes sociais, a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) comemorou o resultado e classificou como "acertada" a decisão de não formar federação com o PT.
"O partido reafirma que estará com Lula nas eleições, seguirá na linha de frente no enfrentamento à extrema direita e continuaremos construindo mobilizações em unidade nas ruas. Mas isso não significa que nosso partido deva se diluir ou abrir mão de sua identidade e combatividade", escreveu.