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Motta defende que debate eleitoral foque em temas de impacto social

Presidente da Câmara manifestou expectativa de que o caso Master não domine o debate eleitoral.

9/3/2026
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou nesta segunda-feira (9) a expectativa de que o debate eleitoral de 2026 priorize discussões sobre temas de impacto direto na vida dos cidadãos brasileiros, em vez de se concentrar nas acusações relacionadas ao caso Master.

Motta reiterou a importância de que as investigações sobre as fraudes financeiras no Banco Master ocorram de forma isenta e disse acompanhar as decisões do STF, que tem proferido decisões relevantes para o andamento da investigação.

No entanto, para o presidente da Casa, investigações dessa natureza frequentemente ganham destaque em períodos eleitorais, o que cria narrativas influenciadas por interesses políticos. Por isso, Motta disse esperar que o tema não se sobressaia a temas de interesse público, como o fim da escala 6x1.

"Espero que o debate não se dê nesse âmbito policialesco, mas no problema real da vida do brasileiro. Vamos debater a PEC 6x1, que conversa com a classe trabalhadora e a classe produtiva. Temos assuntos da área da educação e da saúde. Vamos sair da agenda de tanta turbulência e focar em uma agenda de entrega concreta de ajuda real ao Brasil."

Motta preside a Câmara desde fevereiro de 2025.Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Como prioridade, o presidente da Câmara também citou o projeto de lei que visa regulamentar a atividade dos trabalhadores de aplicativos (152/2025), que, segundo Motta, deve ser submetido à votação nesta semana. Ele destacou a relevância de se avançar nessa questão, que afeta milhares de brasileiros.

"Não há uma regulamentação desse vínculo entre essas pessoas, sejam elas de transporte, de serviços de entrega, e vamos avançar nessa agenda", disse em entrevista a uma rádio na Bahia.

Motta também comentou a aprovação da PEC da Segurança Pública (18/2025) na Câmara. Segundo o presidente da Casa, o texto garante a integração das forças de segurança, o financiamento permanente, a coordenação entre os entes federativos, a preservação da autonomia dos governadores, entre outros pontos.

"Já aprovamos quase 50 projetos na área da segurança pública. Isso foi uma bandeira que me comprometi desde o primeiro dia de mandato, para que o Estado possa ser duro e se organizar para enfrentar o crime organizado."
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