Durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (18), o senador Otto Alencar (PSD-BA) contou ter sofrido com um grave problema de saúde que enfrentou no início de fevereiro. Médico de formação, o parlamentar disse ter passado por um procedimento de urgência e afirmou que vivenciou uma sensação de transição entre a vida e a morte.
Otto agradeceu aos colegas pelas manifestações de solidariedade e atribuiu sua recuperação não apenas à atuação da equipe médica, mas também à "mão de Deus". O senador relembrou que já havia enfrentado outros momentos delicados de saúde ao longo da vida, o que inclui câncer, covid-19 com pneumonia grave e uma longa sequência de 16 cirurgias.
Mesmo assim, classificou o episódio mais recente como especialmente marcante. Segundo o presidente da CCJ, esta foi a 16ª cirurgia de grande porte à qual foi submetido e a primeira em que sentiu, de forma tão intensa, uma experiência que descreveu como serena, calma e espiritual.
"A gente percebe que o corpo deixa sair o que é mais importante, que é a alma. Eu vi isso perfeitamente, como não tinha visto em nenhuma outra cirurgia pela qual passei. Já tinha passado por cirurgias grandes. Essa é a 16ª cirurgia a que eu sou submetido."
O senador também compartilhou uma reflexão sobre fé e espiritualidade. Otto contou que frequentou por um período a Casa de Meneses, na Bahia, ligada ao espiritismo, embora hoje se defina como católico.
"Eu frequentei há algum tempo a Casa Ibiza de Menezes, na Bahia, uma ligação com o espiritismo. Depois não frequentei mais, foram cinco anos, sou católico de muita fé em Deus e na vida eterna", afirmou.
Após o testemunho, outros senadores se manifestaram e parabenizaram Otto pela recuperação. Espiridião Amin (PP-SC) disse que a felicidade dele era tão grande quanto a do presidente da CCJ.
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) contou ter "enorme estima" por Otto Alencar e desejou que o presidente da CCJ tenha saúde para continuar sua contribuição na Bahia e no Brasil.
"O seu testemunho de fé muito nos toca, principalmente àqueles e aquelas que como o senhor também professam a mesma fé. Mas a gente ainda pede e ora ao nosso criador, como assim assentiu nas suas palavras, que o senhor possa continuar por um longo período entre nós, tanto para o bem da Bahia como para o bem do nosso país."