A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) se pronunciou nesta quarta-feira (18) sobre polêmica envolvendo declarações feitas por ela nas redes sociais e que provocaram reação no Congresso. Durante sessão da Comissão da Mulher, a parlamentar afirmou que suas falas foram interpretadas de forma equivocada e não tiveram como alvo outras deputadas.
A controvérsia começou após publicações em que Erika utilizou expressões como "imbeCIS" ao responder críticas sobre sua atuação no colegiado. As mensagens geraram forte repercussão política, com adversários apontando suposto desrespeito a colegas e chegando a pedir investigação e cassação.
Diante da polêmica, a deputada disse que o conteúdo da postagem foi retirado de contexto e que as expressões foram direcionadas a ataques que vem sofrendo nas redes sociais, muitos deles, segundo ela, de caráter transfóbico.
"Eu não me referi a mulheres, eu não me referi a deputadas. Eu me referi a uma onda de ataque que estava acontecendo e ainda está", afirmou.
Veja o trecho da publicação:
Reação a ataques nas redes
Erika Hilton disse que tem sido alvo de ameaças e ofensas, incluindo mensagens de violência e exposição indevida de imagens. Segundo ela, as expressões utilizadas nas publicações foram direcionadas a esse grupo.
"Para essas pessoas que me ameaçam de morte, que dizem que vão arrancar a minha cabeça, que dizem que eu não mereço estar no parlamento, para todo este esgoto da sociedade, transfóbico e imbecil."
A deputada também afirmou que não teria dificuldade em fazer críticas diretas a colegas no ambiente institucional, caso fosse essa sua intenção.
"Se eu quisesse falar das deputadas, faria do Plenário, faria aqui das cadeiras do Parlamento, não faria isso na rede social", disse.
Tensão na Comissão da Mulher
O episódio ampliou o clima de confronto na Comissão da Mulher, que já vinha sendo marcado por embates públicos entre parlamentares.
Durante a sessão, Erika Hilton buscou reforçar que mantém relação institucional com deputadas de diferentes posições, citando nominalmente a deputada Gisela Simona (União-MT). "Eu jamais trataria qualquer uma das senhoras dessa maneira", afirmou.
A parlamentar reiterou que o termo utilizado em suas publicações fazia referência a "transfóbicos e agressores" nas redes sociais e não a integrantes da Câmara.
"Se alguém se identifica como quem me ameaça, como quem me agride, eu não tenho responsabilidade sobre isso", disse.