Durante cerimônia de lançamento da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou sua saída ainda hoje do Ministério da Fazenda. Haddad é o preferido do presidente Lula para disputar ao governo de São Paulo, e precisa estar fora da pasta para poder participar do processo eleitoral. Em sua despedida, agradeceu ao apoio institucional às suas propostas de reformas econômicas.
"Hoje, para mim, é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda e, nesse dia, eu gostaria de agradecer às pessoas que estão aqui", disse Haddad, no evento com presença do presidente Lula, da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e de diversos prefeitos de municípios paulistas.
Confira sua fala:
Haddad relatou ter comparecido no Congresso Nacional no dia anterior para agradecer ao apoio do Legislativo às suas iniciativas. "Eu tive a alegria de visitar Câmara e Senado, o presidente Davi Alcolume (União-AP) e o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), para agradecer o empenho que foi feito pelo Congresso Nacional em aprovar as medidas econômicas necessárias para trazer o Brasil até aqui".
A aprovação de matérias de interesse da Fazenda, segundo Haddad, só foi possível graças ao apoio tanto das duas Casas legislativas quanto de prefeitos e governadores que defenderam iniciativas como a reforma tributária e a renegociação das dívidas dos Estados com a União. "Sem o Pacto Federativo ter sido recuperado, nós não teríamos chegado até aqui também", declarou.
O ministro também fez um balanço dos resultados colhidos durante sua gestão à frente do Ministério. "Era muito difícil, nas condições econômicas herdadas, a gente conseguir fazer a economia crescer o dobro da média dos 10 anos anteriores a 2023, como nós conseguimos. Era muito difícil reduzir o desemprego ao mais baixo índice da série histórica do IBGE. Era muito difícil conseguir, numa inflação acumulada em quatro anos, 2023, 2026, conseguir a menor taxa de inflação acumulada no mandato, como nós estamos conseguindo agora", apontou.
Cenário em São Paulo
Haddad é cotado pelo presidente Lula para concorrer ao governo paulista, em chapa formada com o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidatos ao Senado. Dos três, apenas Simone confirmou publicamente o plano de concorrer ao cargo, enquanto os demais entregam os cargos sem antes anunciar suas pré-campanhas.
Os candidatos do círculo de alianças de Lula lideram as intenções de votos ao Senado em São Paulo. A pesquisa mais recente, publicada pelo Instituto Datafolha no dia 11, coloca Haddad e Alckmin como preferidos, em cenários excludentes. Nas duas amostras, Simone Tebet ocupa o segundo lugar, seguida de Marina Silva, da Rede, e Márcio França, do PSB.