O senador Alexandre Giordano (Podemos-SP) resistiu à abordagem da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) enquanto dirigia um veículo sem placas visíveis e com o giroflex ligado na capital. Segundo a corporação, "medidas administrativas cabíveis foram adotadas, inclusive autos de infração", mas ele foi liberado em função da imunidade parlamentar.
O caso ocorreu na zona norte da cidade de São Paulo na manhã de segunda-feira (23). De acordo com o boletim de ocorrência, o senador se negou inicialmente a cumprir a ordem de descer do veículo. Após insistência dos policiais, desembarcou e se apresentou como parlamentar.
Quando os policiais iniciaram a filmagem com as câmeras corporais, o senador fez ameaças e afirmou, inclusive, que entraria em contato com o secretário-executivo de Segurança Pública de São Paulo, coronel Henguel, recusando-se a entregar os documentos solicitados pelos agentes. "Você vai para a reciclagem, é isso que vai acontecer", disse a um dos policiais.
A equipe policial precisou solicitar reforço para conter a situação. Ao inspecionar o veículo, os agentes encontraram a placa guardada no interior do porta-malas. O cadastro era de carro particular, sem permissão para a utilização de equipamentos de giroflex. Após o incidente, o senador retornou ao veículo e fugiu.
Mais tarde, as equipes policiais o encontraram em um cruzamento próximo ao local. A comandante do batalhão chegou e aplicou a multa. Em verificação no local, a corporação constatou que a CNH do parlamentar estava vencida desde dezembro de 2024.
Empresário de 53 anos, Alexandre Giordano é suplente do ex-senador Major Olímpio, eleito nas eleições de 2018 e falecido em 2021, durante a pandemia da covid-19. Filiado à época ao PSL (atual União Brasil), migrou depois para o MDB, permanecendo na sigla até março deste ano, quando se filiou ao Podemos.