A Justiça italiana decidiu nesta quinta-feira (26) extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A ex-parlamentar, que já se encontrava detida em solo europeu, deve voltar ao Brasil nas próximas semanas.
Zambelli deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Ela foi condenada em 2025 pela 1ª Turma do STF de prisão por envolvimento em ataques aos sistemas virtuais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A ex-deputada foi considerada culpada pelos crimes de invasão qualificada de dispositivo informático com prejuízo à Administração Pública e falsidade ideológica. As condutas foram praticadas em múltiplos episódios, o que resultou na aplicação de concurso material, com a soma das penas para cada ato ilícito.
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil por via terrestre, cruzando a fronteira com a Argentina. Em seguida, embarcou para os Estados Unidos e, posteriormente, viajou para a Itália. Ela foi presa no país europeu após ser incluída na lista de foragidos da Interpol, com base em mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira.
A prisão foi possível graças à atuação do deputado italiano Angelo Bonelli, que na véspera publicou em sua conta no X o endereço onde Zambelli estaria escondida.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o parlamentar explicou que a palavra final sobre o envio da ex-deputada ao Brasil ainda depende de trâmites políticos e jurídicos locais:
"A decisão final de acatar ou rejeitar a decisão da Corte cabe ao Ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio. Caso o ministro não se manifeste, Carla Zambelli será libertada. Resta saber se os advogados de Zambelli recorrerão ao Supremo Tribunal de Cassação", declarou Bonelli.