A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 789/2024, de autoria do senador Marcos Pontes (PL-SP) e relatoria da deputada Caroline de Toni (PL-SC), que inclui no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria o nome do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, tricampeão mundial brasileiro de automobilismo no final da década de 1980 e início dos anos 1990.
Nascido em 1960, Ayrton Senna foi criado em meio ao automobilismo, participando desde criança em corridas de kart. Em 1984, estreou na Fórmula 1, ficando reconhecido mundialmente por sua habilidade em condições adversas, como corridas sob chuva. Senna conquistou três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991.
Além do desempenho nas pistas, Senna tornou-se um ícone global, admirado por sua determinação, perfeccionismo e forte senso de competitividade. Também era conhecido por seu envolvimento com causas sociais e investimentos filantrópicos, em especial na área de educação. Faleceu vítima de um acidente durante corrida na Itália, em 1994, no GP de San Marino.
Segundo Marcos Pontes, a inclusão do atleta no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é "uma homenagem justificável por diversas razões que vão além de seus impressionantes feitos no automobilismo, englobando sua contribuição para o Brasil, seu papel inspirador e seu legado de filantropia".
"Ayrton Senna superou a figura de um esportista de elite para se tornar um ícone nacional, representando valores como determinação, excelência e paixão", apontou o senador. O autor ressaltou que "sua carreira foi destacada pelo talento excepcional, esforço incansável e uma inabalável vontade de vencer, o que o distinguiu entre seus contemporâneos", tornando-se inspiração nacional.
O autor acrescentou que Ayrton Senna ainda deixa um legado notável a partir de suas contribuições filantrópicas e de sua "ligação emocional" com o país. "Essa homenagem serviria como um lembrete permanente das qualidades exemplificadas por Senna e como inspiração para gerações futuras perseguirem a excelência, superarem obstáculos e contribuírem positivamente para a sociedade", argumentou.
Já aprovado no Senado, o projeto agora tramita na Câmara em regime conclusivo. Se não houver recurso contrário dentro do prazo de cinco sessões plenárias, poderá ser enviado à sanção presidencial sem a necessidade de votação em Plenário.