Menos de 24 horas depois de anunciar mudança de partido, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) desistiu da filiação ao partido Mobiliza. Na publicação, o parlamentar afirmou que assumiria a presidência da sigla no Espírito Santo durante campanha para a reeleição.
O anúncio foi feito nas redes sociais na segunda-feira (30). "É um partido pequeno hoje, mas vai ser gigante amanhã. Para quem dizia que era impossível eu ser pré-candidato, serei", declarou.
Na carta de desistência, enviada à presidência do Mobiliza na terça-feira (31), Marcos do Val sinalizou a falta de formalização de que assumiria a função de presidente estadual como principal razão para a saída.
Segundo o senador, a legenda se recusou a assinar um documento "essencial à consolidação das condições previamente alinhadas", além de ter problemas de "inconsistência de comunicação e da ausência de clareza no comando do Estado". O parlamentar argumentou que esses elementos criam insegurança jurídica para a filiação.
Atualmente, o presidente estadual do Mobiliza no Espírito Santo é Wederson Brambati Maioli desde outubro de 2025. Já o presidente nacional da sigla é Antonio Carlos Bosco Massarollo.
Leia a íntegra da nota:
"Na qualidade de agente público que pauta sua atuação pela segurança jurídica, pela previsibilidade institucional e pelo respeito às responsabilidades assumidas, venho, por meio desta, formalizar o encerramento das tratativas que vinham sendo conduzidas com a direção nacional do Mobiliza.
Desde o início das conversas, houve sinalizações verbais inequívocas quanto à minha eventual assunção da presidência estadual no Espírito Santo, bem como à condução de projeto político com candidatura ao Senado. Entretanto, ao longo do processo, verificou-se a ausência de formalização mínima indispensável para garantir a segurança jurídica e a viabilidade concreta dessa construção.
A recusa em proceder com a assinatura de documento elementar, essencial à consolidação das condições previamente alinhadas, somada à inconsistência de comunicação e à ausência de clareza quanto à efetiva estrutura de comando no Estado, evidencia um cenário de insegurança incompatível com a seriedade exigida para qualquer projeto político dessa natureza.
Ressalto que não é juridicamente prudente, tampouco institucionalmente responsável, assumir compromissos públicos com base exclusivamente em tratativas verbais, sobretudo diante de sinais objetivos de instabilidade interna e indefinição quanto à condução partidária.
Diante disso, comunico, de forma definitiva e irretratável, que não mais darei continuidade às tratativas com o Mobiliza, não assumirei qualquer posição de liderança estadual e tampouco vincularei meu nome a eventual candidatura pela referida legenda.
Reitero que minha atuação política seguirá pautada pela transparência, pela responsabilidade institucional e pela firmeza de princípios, sempre ancorada em estruturas que ofereçam segurança jurídica, coerência e efetivas condições de execução.
Sem mais para o momento."